Sem ter para onde ir, famílias de área invadida no Noroeste ‘esperam’ a chegada da patrola

Processo de reintegração de posse começou em fevereiro

Os moradores da comunidade Terra Prometica, localizada na região da rua Ubatuba, no , em Campo Grande, amanheceram nesta segunda-feira (15) na incerteza de terminar o dia com um teto sobre as cabeças.

Sem ter para onde ir, famílias de área invadida no Noroeste 'esperam' a chegada da patrola
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Aproximadamente mais de 20 famílias vivem no local abrigadas em barracos de lona, e a notícia do trouxe o medo de ir morar ‘embaixo da ponte’. “Estamos errados em invadir, nós sabemos. Queríamos um loteamento regularizado igual esses da Prefeitura, que a gente paga uma parcela. Nós vamos acabar morando embaixo da ponte”, relata Lucas Cordeiro, 22 anos.

Na comunidade ele vive com a esposa e a filhinha de 2 anos e meio já se prepara para a chegada da polícia. “Se a polícia chegar vou jogar as coisas na rua, é o que posso fazer. Já separei algumas aqui e caso cheguem vamos só tirar o resto”, explicou.

“Acho que falta humanidade despejar a gente bem agora nessa pandemia. Não queria que minha filha passasse por isso. Estou tentando emprego, mas não consigo. Faço entrevistas e ninguém contrata”, desabafa.

Emocional abalado

Para o casal Vicente e Maria Ferreira, 59 e 58 anos, a comunidade foi o refúgio que encontraram após o desemprego do marido. “Disseram que estaríamos seguros aqui. Até começamos a construir nosso barraco, mas aí veio o e paramos”, relatou Maria.

“Nosso emocional fica abaixo de zero, não temos apoio de ninguém, nem para sair daqui temos dinheiro, só comemos porque recebemos doação. Fui demitido e com essa pandemia e com a minha idade ninguém quer contratar”, disse Vicente.

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‘Vamos virar sem teto’

Mãe de uma menina de 7 anos, Elizane Francisca, 44 anos, afirma que a única alternativa para a família é viver sem teto. “Nós não temos para onde ir. Não temos dinheiro para pagar aluguel, meu marido é pintor, mas com essa pandemia está desemprego. A gente só queria um lugar para morar”, relata.

Para Elizane a notícia do levou embora o pouco de tranquilidade que os moradores tinham. “Ficamos preopcupados, sem dormir, acabou a tranquilidade. Agora a gente não dorme, a qualquer momento pode vir a patrola e a polícia. Você fica com medo. Aflito e inseguro”, completa

Reintegração

A reportagem do Jornal Midiamax tentou contato com a Prefeitura Municipal e aguarda retorno.

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