Falta de professores deixa crianças especiais sem aula nas escolas estaduais de MS

Abstenção e desistência de convocados causa déficit na educação especial no Estado

Desde o começo do ano uma mãe, que preferiu não se identificar, vem tentando matricular a filha, que tem Síndrome de Down, em uma escola estadual do bairro Aparecida Pedrossian, em Campo Grande. Com o quadro reduzido de professores de educação especial, o Estado tem sofrido um déficit por conta da abstenção e desistência de profissionais.

Segundo a mãe, quando ela precisa trabalhar, deixa a filha com a avó, pois, desde de início do ano letivo, ela está conversando com a coordenação da escola para achar uma solução. Entretanto, a resposta recorrente é que ainda não tem previsão para a inclusão da criança acontecer.

Em nota, a SED (Secretaria de Educação Estadual), informou que conta com um banco de reserva para atendimento da REE (Rede Estadual de Ensino), e faz uso do mesmo para as seguidas chamadas, desde fevereiro, pelo site da pasta.

Contudo, em função de abstenções e desistências dos convocados, algumas unidades escolares ainda não foram atendidas. No momento estamos em processo de chamada e designação dos profissionais para atender essas demandas”, esclarece.

Mesmo sem confirmar o número do déficit de professores para atender a demanda, a secretaria informou que os números consolidados de quantos professores para educação especial existem na rede são divulgados no fim do mês de março ou começo de abril, porém.

Até ano passado 1,2 mil professores da PAEE (Apoio Educacional Especializado) atendiam alunos com necessidades físicas, sensoriais e/ou intelectuais. Além disso, em 2018, 3,4 mil alunos especiais estavam matriculados na rede estadual.

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