Sem data, Sinepe e Semed discutem retomada de aulas presenciais nas particulares de Campo Grande

Em estágio inicial, grupo discute referências de retomada de outras cidades

Sem nenhuma data definida, a retomada das aulas nas escolas particulares de Campo Grande deverão – se ocorrer – ser determinada a partir de um plano de biossegurança que segue em discussão entre a (Secretaria Municipal de Educação) e o Sinepe-MS (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de ).

De acordo com a presidente da entidade, a professora Maria da Glória Paim Barcellos, a proposta de elaboração em conjunto de um plano de Campo Grande foi ventilado após reuniões com a Semadur (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano), que articulou reuniões com a . Uma nova reunião com os levantamentos preliminares está prevista para esta sexta-feira (8).

Porém, nada deve ocorrer a toque de caixa. Com as últimas semanas dedicadas ao levantamento de referências de outras cidades – para avaliar que medidas foram tomadas e quais delas são aplicáveis a Campo Grande – as entidades entendem que há várias lacunas a serem preenchidas. Haveria até possibilidade de que, uma vez aprovado, tal plano seja implementado via decreto específico, a exemplo do que vem ocorrendo em outras cidades brasileiras.

“Há uma grande preocupação da nossa parte, porque uma escola congrega um número grande de crianças e mesmo que seja em ambiente aberto, por exemplo, você não tem como segurar essa criança, impedir o contato com outra. Esse foi só um dos pontos discutidos. Estamos nessa parceria porque queremos encontrar uma solução que seja segura”, considerou Barcellos.

Uma das referências estudadas é Cuiabá (MT), que desenvolveu junto ao Sinep-MT (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso) o decreto que permitirá a volta as aulas no próximo dia 18 de maio. “No nosso levantamento identificamos essa proposta deles. Quando voltarem, será por etapas, primeiro o ensino médio, depois o fundamental. Foi um escalonamento gradativo. Esta é uma das medidas que vamos discutir na sexta-feira”, pontuou a Barcellos.

Outro ponto que deve entrar em discussão são os modelos de reposição de aulas. “Há cidades que vão fazer reposição de 1h por dia, todos os dias. Outras, estão propondo a reposição aos sábados, com rodízio de turmas. Há vários exemplos interessantes e vamos discutir o que mais se enquadra em nossa realidade”, conclui.

A titular da , Elza Fernandes, pontuou que o estudo é necessário, mas que ainda é cedo para alimentar expectativa de retorno. “Esses estudos estão acontecendo, mas ainda é muito cedo para falar como e se haverá retomada. Porém, se ocorrer de retornar as aulas, é necessário que o plano exista”, pontuou.

Fernandes também pontuou que ainda não é possível avaliar se o plano em discussão será capaz de abarcar a Reme. “São realidades diferentes, principalmente porque há fatores diversos, dentre eles o transporte dos estudantes. A maioria dos alunos da rede pública dependem do transporte público, então esse retorno já envolveria outra frente. Não é algo simples. Mas, estamos estudando”, concluiu.

Outra frente

A Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares) divulgou no último dia 30 de abril um plano geral de biossegurança para que as escolas do segmento privado possam retomar as aulas presenciais. O documento não tem implantação imediata, já que cada município tem autonomia para desenvolvimento da política educacional local – no caso de Campo Grande, por exemplo, a proposta foi considerada muito ampla e Sinepe-MS e desenvolvem um modelo próprio.

Entre as medidas da proposta da Fenep estão  básico, como o distanciamento social, disponibilização de álcool 70%, utilização de termômetros na entrada. Mas também há sugestão de que o estudante e funcionários tragam até calçado adicional limpo para usar dentro da sala de aula.

Nesse documento, a orientação é criar estrutura para distanciamento social mínimo de 1 metro, inclusive entre professores, em todas as atividades educacionais. A higienização das dependências precisaria ser diária, com pulverização de solução com água sanitária, antes da chegada dos alunos. O álcool em gel 70% precisaria estar facilmente disponibilizado.

O uso de máscaras também seria obrigatório, assim como orientar estudantes à frequente higienização das mãos. Aferição da temperatura ao chegar na escola e até recomendar que estudantes e funcionários tragam calçado adicional limpo para utilização exclusiva em sala de aula é apontado, assim como posse de máscaras adicionais de pano e toalha de mão própria.

Clique AQUI e confira o Plano da Finepe na íntegra.

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