Sem colapso, UFMS prevê pico da pandemia para véspera do aniversário de Campo Grande

Estudos analisaram que Capital está prestes a estabilizar casos

Campo Grande tem 16.481 casos confirmados de coronavírus e deve chegar no pico da pandemia em poucos dias. Estudo elaborado por pesquisadores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) aponta que a Capital deve chegar ao pico da doença no dia 25 de agosto, véspera do aniversário de 121 anos de Campo Grande. Até o fim do mês, serão mais de 21 mil casos confirmados.

A previsão é resultado de cálculos matemáticos, realizados pelos professores Erlandson Saraiva, do Inma (Instituto de Matemática) e Leandro Sauer, da Esan (Escola de Administração e Negócios). Os dados devem ser apresentados nesta quarta-feira (19) na

Informações divulgadas pelos pesquisadores apontam que o pico da doença está estimado para o dia 25 de agosto, quando devem ser 19.100 pacientes infectados na Capital. A projeção de casos para o fim de agosto é de 21.670 casos de .

Os pesquisadores ressaltam que nas últimas semanas houve um achatamento da curva de transmissão em Campo Grande. Por isso, não há evidências de um colapso no número de leitos clínicos ou de (Unidade de Terapia Intensiva). Segundo estudo, Campo Grande pode chegar a 95% da ocupação dos leitos de .

Os pesquisadores analisaram os dados em Campo Grande até o dia 17 de agosto. Segundo análise, entre os dias 9 e 17 de agosto, a pandemia em Campo Grande apresentou um cenário de estabilidade, com uma média de sete mortes por dia. “O histórico mostra períodos de estabilidade seguido de aumentos”. 

A análise dos dados da pandemia em Campo Grande no período de 2 a 7 de agosto ainda apontou uma estabilização das médias móveis. Entretanto, o cenário de estabilização não se manteve e o número de casos confirmados voltou a aumentar. 

Pesquisadores ressaltam que estas previsões mostram a necessidade de a população continuar seguindo as orientações de especialistas da área da saúde para manter o isolamento social sempre que possível. É a única maneira de evitar o colapso do sistema de saúde pública.

Sem colapso, UFMS prevê pico da pandemia para véspera do aniversário de Campo Grande
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