Sarampo: 71 unidades de saúde em Campo Grande atendem no Dia D da campanha

O foco dessa nova campanha são pessoas de 5 a 19 anos não vacinadas ou com esquema de vacinação incompleto

O Dia D da Campanha Nacional Contra Sarampo já começou. Neste sábado (15), 71 unidades de saúde de Campo Grande estão abertas para atender a população, especialmente pessoas de 5 a 19 anos de idade não vacinadas ou com histórico de vacinação incompleto.

A campanha de vacinação da tríplice viral, vacina que imuniza contra o , rubéola e caxumba, começou no último dia 10 e vai até o dia 13 de março. Entretanto, este sábado (15) foi a data escolhida para que todas as unidades estivessem abertas.

A estimativa da SES (Secretaria de Estado de Saúde) é de vacinar 48.234 crianças e jovens durante a campanha, sendo 16.467 entre 05 e 09 anos, 26.583 entre 10 e 14 anos e 5.184 entre 15 e 19 anos. Foram distribuídas 135 mil doses desta vacina.

A população alvo deve comparecer às salas de vacina levando a caderneta de vacinação para que seja avaliada e atualizada, quando necessário. A segunda etapa da vacinação seletiva será feita de 03 a 31 de agosto para o público de 30 a 59 anos. A campanha terá o dia D em 22 de agosto.

Em 2019, Mato Grosso do Sul ficou com a maior cobertura vacinal do país, com 115,92% da meta de vacinação atingida.

Dia D no Brasil

Os postos de saúde de todo o País funcionam durante o dia todo, neste sábado. De acordo com o Ministério da Saúde, a campanha objetiva sensibilizar os pais e responsáveis sobre os riscos de não vacinar seus filhos, pois é uma doença grave e que pode matar.

“É importante que as pessoas entendam as consequências de não se vacinar contra o , que é um vírus de alta transmissibilidade, podendo uma pessoa com a doença contaminar mais 18 indivíduos, e letal, principalmente em crianças. Por isso, os responsáveis devem ficar atentos e levar suas crianças para vacinar”, alertou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

O ministério já enviou 3,9 milhões de doses da vacina tríplice viral para os estados, 9% a mais que o solicitado. “O quantitativo é destinado à vacinação de rotina, às ações de interrupção da transmissão do vírus e à dose extra, chamada de dose zero para todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias”.

Dados da doença e sintomas

Em 2019, cerca de 9% dos municípios (526) registraram 18.203 casos confirmados e 15 mortes por , sendo 14 no estado de São Paulo e uma em Pernambuco. São Paulo também registrou o maior número de casos, 16.090, 88,4% do total, em 259 municípios, seguido dos estados do Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina, Minas Gerais e Pará.

Atualmente, nove estados mantêm transmissão ativa do vírus do , sendo que, em 2020, cinco estados já confirmaram casos: São Paulo, com 77 casos; Rio de Janeiro, com 73; Paraná, com 27; Santa Catarina, 22, e Pernambuco, três casos.

A primeira morte por este ano foi registrada no Rio de Janeiro, anunciada na sexta-feira (14) pela Secretaria Estadual de Saúde. Os estados do Pará, Alagoas, Minas Gerais e Rio Grande do Sul não confirmaram casos em 2020, estando em monitoramento devido aos casos ocorridos em 2019.

Das suspeitas registradas em Campo Grande durante todo o ano passado, apenas um caso foi confirmado, que é considerado importado, uma vez que o paciente passou a apresentar sintomas depois de uma viagem com familiares a São Paulo, estado que concentra 98% dos casos de no país. Outros 34 foram descartados e um ainda está em investigação. Em 2020, foram registrados até agora apenas três casos suspeitos. Eles ainda estão sob análise para confirmação ou descarte da doença. 

Os principais sintomas do são febre acompanhada de tosse; irritação nos olhos; nariz escorrendo ou entupido; e mal-estar intenso.

Em torno de três a cinco dias podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade.

O é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar o é pela vacina.

Com informações da Agência Brasil.

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