Quer ter uma horta em casa? Projeto incentiva cultivo e fornece de mudas a adubo para moradores

Requisitos são: ter uma área cercada, água e mão de obra disponível

Para levar mais qualidade de vida para a população e incentivar o cultivo de alimentos e livres de agrotóxicos, a Prefeitura de Campo Grande ajuda quem quer ter uma horta em casa. O projeto Hortas Urbanas acompanha todas as fases e ainda ajuda com acompanhamento técnico, insumos, adubos e até mudas.

Além de incentivar o cultivo de alimentos saudáveis, o projeto ainda gera renda e estimula a economia local. “Começamos devagar e hoje já temos mais de 100 hortas implementadas impactando mais de 19 mil pessoas”, explica a presidente do Conselho Gestor do FAC (Fundo de Apoio à Comunidade) e primeira-dama, Tatiana Trad.

Qualquer pessoa pode participar desde que tenha uma área cercada entre 100 m² e 5 mil m², água e mão de obra disponível. Basta procurar a Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia), na Rua Antônio Alves Arantes, 263, Bairro Chácara Cachoeira e preencher um cadastro.

O cadastro é validado depois que o técnico responsável verifica a área e confirma se a terra tem aptidão para a produção. Dando positivo, é agendado o dia de o maquinário ir até o local e fazer a limpeza da terra e início do plantio. A Prefeitura acompanha todas as fases, dando todo o acompanhamento técnico, passando para a pessoa como ela deve fazer para depois caminhar com os próprios pés.

“Oferecemos o adubo necessário para o primeiro plantio, as mudas, todos os insumos… Se a pessoa não tem onde vender, procuramos fazer esta intermediação de pontos de vendas. Acompanhamos todas as fases vegetativas, todo o acompanhamento técnico, passando para a pessoa como deve fazer”, explica o engenheiro agrônomo do Hortas Urbanas, Gilson Silveira Arevalo.

Participantes do projeto, as primas Rosângela Maria dos Santos, 46 anos, Maria Aparecida de Jesus, 29 anos, e a filha dela, Ana Carla de Queiroz, 13 anos, têm uma horta no terreno da família no Bairro Paulo Coelho Machado.

Rosângela Maria dos Santos conta que mora no local há mais de 24 anos e que a horta sempre foi um sonho do pai. “Meus pais sempre cuidaram daqui. Mas nunca tivemos uma horta como esta. Hoje eu vejo aqui um trabalho e um sonho do meu pai”, revela.

A horta alimenta mais de 20 pessoas da família e ainda gera renda. “Já vemos o retorno do trabalho. A gente vende, a gente doa se a pessoa não tem, se tem menos que a gente. A alimentação da família melhorou bastante, porque agora temos salada fresca e saudável todos os dias. É só vir na horta e colher o alimento. Sempre tem salada na mesa”, diz Maria Aparecida.

A estudante Katiely dos Santos é integrante do projeto na Escola Municipal Fauze Scaff Gattass Filho e conta que além de ter alimentos em casa, leva na feira para vender. “Essa alface está na hora de colher, aí eu colho ele e levo pra feira, e o que sobrar levo pra minha casa”, afirma.

O projeto que já á referência no país, vai implantar 200 hortas urbanas até o final deste ano. “As hortas são implantas em instituições não governamentais, escolas, Emeis, postos de saúde, presídios e clinicas de recuperação de dependentes químicos”, enumera Jair Galvão, técnico agrícola do programa.

(com informações da PMCG)

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