Quatro meses após resgate em fazenda, cães de caça precisam de lares temporários

ONG arca com ração e medicamentos, mas procura lares temporários

Quatro meses depois do resgate de 40 cães de caça em uma fazenda na MS-040, os animais ainda têm um futuro incerto. A Justiça não decidiu se o dono da fazenda deve perder a guarda dos animais e, por isso, os cães ainda não podem ser adotados. Eles estavam em lares temporários, mas muitos dos voluntários não puderam mais cuidar dos cães e eles precisam de novas casas.

A médica veterinária Maria Lúcia Metello, da ONG (Organização Não-Governamental) Abrigo dos Bichos, explica que muitas das pessoas que estavam abrigando os cães tiveram que viajar no recesso de fim de ano. Com isso, os animais ficaram sem ter onde ficar. Agora, a ONG procura novos lares temporários.

“Até o momento nada foi decidido, o correto é que houvesse a perda da guarda definitiva, assim a ONG poderia prosseguir com a castração e doação destes cães. Todos estão sob nossa responsabilidade e não temos ajuda do poder público”, afirma.

Os custos dos animais, tanto com relação à ração quanto a medicamentos e tratamento, estão por conta da ONG, que fez o resgate junto com a Decat (Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista) em setembro do ano passado. “Todos os custos estão com ONG. Cadê o poder público? Não temos a obrigação, precisamos conscientizar que o poder público e a população também podem ajudar nas despesas, a ONG é formada por voluntários, não conseguimos nos responsabilizar por todas estas contas”, reclama a veterinária.

A ONG Abrigo dos Bichos atua em casos de crueldade e de animais abandonados, mas enfrenta dificuldades no custeio. Pessoas podem contribuir com a ONG por meio de depósitos na conta bancária: ONG Abrigo dos Bichos (CNPJ 05.108.286/0001-47), Banco do Brasil, Agência 5783-5, Conta Corrente 41599-5. Ou clique no link e saiba como ajudar.

Cães acorrentados e sem água

Cerca de 40 cães foram resgatados de fazenda localizada na MS-040, em Campo Grande, no dia 23 de setembro. Os animais, entre filhotes e adultos, estavam em situação de maus-tratos, onde ficavam sem comida e presos em cercados.

O flagrante aconteceu após a Decat (Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista) receber denúncia anônima de que o proprietário da fazenda, um homem de 57 anos, estava prendendo os cães e nem os alimentava. Os policiais encontraram os cachorros presos em correntes curtas e fechados em uma espécie de galinheiro, sem água e sem alimento.

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