Nos bairros comércio já funciona normalmente em Campo Grande

Lojistas relataram estarem tomando cuidados necessários

Enquanto muitos lojistas da região central aguardam ansiosos para reabrirem suas portas na próxima segunda-feira (6), nos bairros de Campo Grande o cenário já é de intensa movimentação com estabelecimentos abertos e clientes a todo vapor, nesta sexta-feira (3). Há locais ainda que nem chegaram a fechar as portas.

A reportagem do Jornal Midiamax percorreu alguns pontos e percebeu que para a maioria, nos bairros, o fechamento atrapalha muito e que é preciso manter as portas abertas.

Para a vendedora de móveis usados Deuzuita Alves, 43 anos, ficar uma semana parada não funcionou. “Eu entendo os riscos, mas tem que continuar aberto. Ficamos uma semana parados e eu pedi para o meu patrão para reabrirmos as portas. Estamos com métodos de prevenção”, relatou.

Segundo ela, se a situação fosse realmente perigosa ela jamais faria isso. “Não tenho medo, estou prevenida. Se houve muito perigo eu seria a primeira a não vir trabalhar”, afirmou.

Única fonte de renda da família, Maria Aparecida, 56 anos, dona de uma loja de roupas, disse que 15 dias fechados para ela renderam um prejuízo de R$ 2 mil. “Parece pouco, mas é muito para nós. É a única fonte de renda da minha família”, disse.

Segundo ela, o medo da fiscalização existe, mas tem tomado os cuidados necessários. “Estão fazendo fiscalização, mas aqui a gente evita aglomeração, por exemplo”, contou.

Nos bairros comércio já funciona normalmente em Campo Grande
                Nos bairros a movimentação é intensa no comércio. (Leonardo de França | Jornal Midiamax)

Precisamos do comércio

Na posição de cliente, Franklin Douglas, 26 anos, auxiliar de farmácia, disse que percorreu o bairro a procura de um barbeiro. “Eu fui em três lugares que estavam abertos, mas nesse aqui aberto me senti seguro porque eles estão com luvas, máscaras e tem álcool em gel”, falou.

Para ele o comércio deve manter as portas abertas, porque a população precisa das lojas também. “O fechamento é ruim, assim como o comércio depende da gente, nós dependemos deles também. Tem que abrir, mas seguir as recomendações da OMS”, disse.

 Aberto para reposição

Com as portas abertas nesta sexta-feira apenas para reposição de mercadoria, o dono de uma loja de sapatos Anderson Garcia, 42 anos, concorda com o fechamento do comércio, apesar do prejuízo de 80% no faturamento.

“Dei férias coletivas para meus funcionários, recolhi mercadoria para evitar assaltos. O fechamento do comércio é para ajudar no combate à doença, o problema é que ninguém estava preparado”, concluiu.

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