Na maior rodoviária de MS, confirmação de coronavírus em SP não muda volta do Carnaval

Mesmo em ônibus fechados e cheios, poucos passageiros se preocuparam com o novo coronavírus

A quarta-feira de cinzas (26) é um dia que muita gente aproveita para voltar para casa após o Carnaval. A rodoviária de Campo Grande está movimentada e, no vai-e-vem de passageiros, pouca gente se atenta às  possíveis doenças transmitidas em ambientes fechados e cheios, como os ônibus. Mesmo com a confirmação do primeiro caso do coronavírus no Brasil, a doença ainda não se tornou uma preocupação.

Na maior rodoviária de MS, confirmação de coronavírus em SP não muda volta do Carnaval
Neide ainda não se preocupa com o novo coronavírus. (Foto: Marcos Ermínio)

A dona de casa Neide Maria, de 65 anos, está com passagem comprada para a cidade de Flórida Paulista (SP) e disse que ainda está tranquila com relação ao novo vírus. “Não estou preocupada, o ônibus é fechado, mas a gente ainda desce algumas vezes”, comenta.

Neide passou duas semanas com a família em Campo Grande e comenta que, apesar do medo das pessoas com o novo coronavírus, não tomou nenhuma medida preventiva, como levar álcool gel na bolsa ou máscara.

O casal Maria Cícera de Assis, de 25 anos, e Otávio dos Santos, de 28 anos, veio de Maceió para a Capital com três filhos pequenos. Eles querem tentar uma nova vida em Campo Grande, mas comentam que não tiveram a preocupação em se prevenir do coronavírus.

Na maior rodoviária de MS, confirmação de coronavírus em SP não muda volta do Carnaval
Otávio se preocupa com as crianças. (Foto: Marcos Ermínio)

“Não pensei nisso, não tive medo”, comenta a arrumadeira Maria Cícera. Ela saiu em viagem há quatro dias, quando ainda não havia nenhum caso confirmado no Brasil.

Entretanto, o pai das crianças afirma que a doença passa a ser uma preocupação agora. “Não chegamos a prevenir, mas fiquei preocupado, afinal, temos três crianças”, diz.

No geral, os passageiros não se preocuparam com a transmissão do novo coronavírus, mas quando param para refletir sobre o assunto, pensam em métodos de prevenção. A estudante Denise Velarde, de 20 anos, é um exemplo. Ela diz que não havia se preocupado, mas vai comprar máscaras e álcool em gel quando chegar em Porto Alegre, seu destino final.

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Denise vai se prevenir quando chegar a Porto Alegre. (Foto: Marcos Ermínio)

A jovem veio para Campo Grande passar alguns dias com a família, mas volta para a capital gaúcha, onde estuda. A mãe de Denise diz que fica preocupada com a filha, mas que ela tem que estudar. “Eu acho que eles deviam vender algumas coisas aqui na rodoviária, como a máscara e o álcool gel. Se tivesse, eu compraria”, comenta Valência Velarde.

A estimativa da rodoviária de Campo Grande era de 20 mil passageiros entre a sexta (21) e esta quarta-feira (26). Só nesta quarta, 3.120 pessoas devem passar pelo terminal rodoviário de Campo Grande.

A Socicam, concessionária responsável pelo Terminal Rodoviário de Campo Grande, informou que está atenta aos anúncios feitos pelo Ministério da Saúde nesta manhã, mas, por enquanto, não há orientações a respeito do coronavírus aos passageiros.

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