Manifestantes se reúnem em frente ao CMO para defender intervenção militar

Ato reúne dezenas de pessoas na Avenida Duque de Caxias, repetindo protesto que ocorreu em diferentes cidades do país no Dia do Exército

Dezenas de pessoas se reuniram por volta das 15h deste domingo (18) na entrada do (Comando Militar do Oeste), em Campo Grande, para ato no qual defendiam intervenção militar no país. O movimento, replicado por diversas cidades brasileiras ao longo do dia, aproveitou-se das comemorações do Dia do Exército e serviram para demonstração de apoio ao presidente .

A manifestação, pacífica, tomou a pista centro-bairro da Avenida Duque de Caxias, no semáforo de acesso à sede do . Na pista oposta, vários veículos foram estacionados ao longo da guia, enquanto outros, em camionetes e outros carros de passeio, davam voltas acompanhando um caminhão com buzinaço.

Com camisas da seleção brasileira ou nas cores verde e amarela, além de portando bandeiras do Brasil, manifestantes com e sem máscaras –como forma de prevenção ao novo coronavírus () e adultos e crianças se aglomeraram no local, ao redor de outros grupos que portavam faixas alusivas ao ato. Em uma delas, foi estampado “Intervenção Militar Já”.

Confira abaixo vídeo do ato na Capital:

Bolsonaro em Brasília

Os atos ocorreram em diferentes cidades, com carreatas e concentrações nas regiões dos quartéis. Em Brasília, o presidente participou da manifestação em frente ao Quartel General do Exército. Lá, manifestantes realizaram protestos contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (-RJ) e fizeram pedidos como o da restituição do AI-5 (o Ato Institucional 5, que levou ao fechamento do Congresso Nacional e limitações dos direitos individuais).

Manifestantes também pediram o fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal). Diferente de sua atitude em outros atos dos quais participou, Bolsonaro não se aproximou dos manifestantes ou apertões mãos. Ele acenou à distância, de cimaa de um veículo policial, discursando também com alegações de que “acabou a época da patifaria”.

O ato foi visto como uma manifestação contra órgãos e políticos que estariam “atrapalhando” a gestão de Bolsonaro, e gerou reações. Ministro do STF e próximo presidente do (Tribunal Superior Eleitoral), Luiz Roberto Barroso disse ser “assustador” o fato de pessoas defenderem o retorno de uma ditadura. (Com agências)

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