Hospital paraguaio isola mais de 20 que tiveram contato com enfermeira de MS

Funcionária mora em Ponta Porã e está sendo rotulada como "bomba sanitária do Brasil".

Após confirmar que três médicos do Hospital Regional de Pedro Juan Caballero foram colocados em isolamento na sexta-feira (5), as autoridades paraguaias investigam mais de 20 casos de contágios de coronavírus que teriam sido provocados por uma enfermeira paraguaia. Ela  trabalha na unidade e mora em Ponta Porã, do lado brasileiro da fronteira.

Segundo a direção do hospital paraguaio, os demais casos suspeitos foram todos colocados em quarentena, uma vez que foi apurado que eles também tiveram contato com uma enfermeira que entrava regularmente no país para desempenhar suas funções no Hospital Regional Pedro Juan Caballero.

Na sexta-feira (5), além da confirmação do caso do diretor do Departamento Sanitário de Amambay, Nelson Collar, que comanda as ações de combate à pandemia do coronavírus em Pedro Juan e região, os médicos Hugo Gonçalvez e Ever Amarilla que também tiveram contato com a enfermeira, tiveram que ser colocados em isolamento.

Diante dos casos confirmados e também das suspeitas que estão sendo investigadas, a enfermeira está sendo rotulada como “bomba sanitária do Brasil” que está infectando os profissionais da área de saúde em Pedro Juan.

Além da enfermeira, as autoridades sanitárias paraguaias conseguiram identificar um funcionário público federal que reside em Ponta Porã, mas trabalha na cidade paraguaia e também tem autorização  do Serviço de Migração do Paraguai.

Diante desses casos, o Governo Paraguaio estuda restringir ainda mais as medidas em vigor na fronteira, podendo até mesmo vetar a circulação de profissionais paraguaios que moram no Brasil.

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