Cotidiano

Fundado por ex-atleta de vôlei de praia, projeto revitalizou praça no Pedrossian e realizará torneio

Lucia Oliveira, conhecida como “Lucinha”, já representou o Estado em campeonatos de vôlei de praia, mas foi por causa da filha e do sobrinho, hoje com 21 e 17 anos respectivamente, que a paixão pelo esporte se transformou em acolhimento. O projeto social Areias da Esperança, que ensina vôlei de areia para crianças, adolescentes e […]

Danielle Errobidarte Publicado em 07/11/2020, às 18h13

Ao todo, 50 alunos participam do projeto. (Foto: Reprodução Facebook - tirada antes da pandemia)
Ao todo, 50 alunos participam do projeto. (Foto: Reprodução Facebook - tirada antes da pandemia) - Ao todo, 50 alunos participam do projeto. (Foto: Reprodução Facebook - tirada antes da pandemia)

Lucia Oliveira, conhecida como “Lucinha”, já representou o Estado em campeonatos de vôlei de praia, mas foi por causa da filha e do sobrinho, hoje com 21 e 17 anos respectivamente, que a paixão pelo esporte se transformou em acolhimento. O projeto social Areias da Esperança, que ensina vôlei de areia para crianças, adolescentes e adultos no bairro Maria Aparecida Pedrossian, atende mais de 50 alunos e realizará um torneio na Capital neste domingo (7).

Ao todo serão 16 equipes com seis integrantes cada, sendo quatro em quadra e dois reservas. Além dos alunos do projeto, atletas de cidades do interior também participam, vindos de Terenos, Camapuã, Sidrolândia, São Gabriel do Oeste e Nova Alvorada do Sul. Entre os objetivos do torneio, além da diversão, está o recebimento de brinquedos novos e usados para a campanha de natal. “Realizamos diversos torneios ao longo do ano, feminino, dia das mães, outubro rosa, dia das crianças…”, afirma Lucinha Oliveira.

O projeto

O projeto social surgiu quando Lucinha decidiu treinar a filha Stephanie Oliveira Furtado e o sobrinho Jean Cláudio dos Santos Silva, junto ao professor de vôlei Maurício Dantas. Toda vez que decidiam praticar o esporte, precisavam se deslocar para o Parque das Nações Indígenas ou para a Praça Esportiva Belmar Fidalgo. “Aqui no bairro tinha praça com quadra de areia que estava em mau estado de conservação, mas decidimos tentar treinar por aqui mesmo. De repente foram aparecendo mais e mais crianças, que nos viam jogar, até que sentimos a necessidade de criar o projeto”, relata Lucinha.

Fundado por ex-atleta de vôlei de praia, projeto revitalizou praça no Pedrossian e realizará torneio
Turmas são divididas por idade. (Foto: Reprodução/Facebook – tiradas antes da pandemia).

A parceria realizada com a Funesp (Fundação Municipal de Esportes) e Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul) foi fundamental para garantir a manutenção da quadra de areia, uma vez que o projeto, por ser voluntário, não conseguia arcar com salários para os professores. “Depois dessa parceira conseguimos a contratação do professor Maurício, que infelizmente teve que sair, mas foi substituído pela professora Vanessa Borges, que também já atuava no voleibol no Estado”, afirma.

Durante esse período de pandemia, e antes da liberação de acesso à parques e praças, Lucinha escutava dos alunos os pedidos saudosos de volta às quadras. “Explicamos que existem riscos, mas os alunos estão acostumados a jogar. Então, decidimos emprestar as bolas para eles levarem para casa e ficarem jogando com os familiares usando o varal de roupas como rede”, recorda.

O torneio inicia às 8h30 e as partidas serão disputadas na praça dos Amigos Vaguinho e Dalila, localizada na RuaJoão Francisco Damasceno,no parque residencial Maria Aparecida Pedrossian.

Jornal Midiamax