Feira agroecológica fortalece laços entre indígenas das maiores aldeias de MS

Rotatória da MS-156 é o palco da feira que acontece toda semana

Um grupo de 10 famílias das aldeias Jaguapiru e Bororó, as maiores de Dourados e também de MAto Grosso do Sul, estão juntando as forças para comercializarem legumes, hortaliças, frutas,  peixes e artesanato produzidos nos quintais de suas próprias casas . Há um ano eles se reúnem todas as sextas-feiras no centro de uma das rotatórias entre Dourados e Itaporã, na MS-156.

“Para nós é um grande orgulho estar participando desse momento econômico da cidade, principalmente nessa época em que as nossas comunidades muitas vezes são vistas com maus olhos e só como notícias ruins”, explica Nelson Ávila da Silva, da Aldeia Jaguapiru, que é estudante do último ano de Biologia da (UFGD) Universidade Federal da Grande Dourados.

Nelson diz que a proposta da feira, além de auxiliar no sustento das famílias, serve para unir as comunidades e mostrar para a sociedade que os indígenas são pessoas valorosas. “Estamos trazendo aqui essa produção que é de dentro da nossa área. Ela fruto do nosso esforço e sacrifício, mesmo sem recursos”.

Nelson conta que tudo que aprende nas aulas enquanto estudante universitário  ele procura partilhar com as comunidades, principalmente auxiliando  os indígenas das duas aldeias na elaboração de projeto agroecológicos. “Tem muita coisa que vejo lá e que que pode muito bem ser aplicado aqui. O que falta ainda é apoio para que posamos beneficiar mais famílias”, comenta.

Entre os produtos comercializados  na feira e que são cultivados sem o uso de agrotóxicos, estão abóbora, batata doce, abacaxi e verduras. Os indígenas também oferecem pacu, pães, queijos, ovos caipiras e artesanato que simbolizam a cultura local.

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