Familiares e amigos fazem protesto e pedem justiça para caso de mulher morta a facadas em MS

Manifestantes também alertaram sobre a violência contra a mulher e pediram condenação máxima

Familiares e amigos de Anizielly Errobidart, de 28 anos, fizeram um protesto na frente da 1ª Delegacia de em Corumbá, a 444 quilômetros e pediram justiça para o caso, nesta quarta-feira (14). A jovem foi morta com 10 golpes de faca pelo sobrinho do ex-marido, que já foi preso pelo crime. Ele teria agido por vingança, após Anizielly denunciar o pai do acusado, por estupro de .

“Um dos principais objetivos da nossa manifestação aqui, é pedir que o homem que tirou a vida da minha amiga, seja condenado com pena máxima, que vá a júri popular. Que esse crime não fique impune. Também estamos pedindo para que as mulheres não tenham medo de denunciar as agressões físicas, verbais, psicológicas. Que se encorajem e lutem pelos seus direitos e denunciem crimes que aconteçam com ela ou os próprios filhos. A minha amiga morreu defendendo a filha dela, isso não pode ficar assim”, disse a amiga de infância da vítima, Verônica Romero da Costa, responsável por organizar a manifestação.

“Ela se foi deixando três filhos, uma tristeza ver as crianças se despedindo da mãe daquela forma. Uma mãe e amiga maravilhosa”, reforçou Verônica.

O crime ocorreu na tarde de sábado (10), no bairro Aeroporto. Luciano de Oliveira Pinto é acusado de desferir,  ao menos, 10 golpes de faca em Anizielly, que foi atingida na região lombar, tórax, antebraço, perna e pescoço. Ela chegou a ser socorrida, foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na segunda-feira (12).

Luciano é sobrinho do ex-marido da vítima. A família dele mora próximo da casa da avó de Anizielly. Os dois praticamente cresceram juntos, tinham boa convivência e até saíam juntos, informou o Diário Corumbaense.

As desavenças tiveram início, após a vítima denunciar o pai de Luciano, pelo crime de estupro de , contra a filha dela, de apenas 8 anos. Por não aceitar as acusações contra o pai, que está preso desde agosto, quando a denúncia foi feita, Luciano acabou matando Anizielly.

Ele foi preso, indiciado por homicídio qualificado e pode pegar de 12 a 30 anos de cadeia, se condenado. Luciano já foi transferido para o Estabelecimento Penal Masculino de Corumbá.

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