Estudantes de universidade particular relatam transtornos após demissão de professores

Segundo relatos, até orientadores, previamente escolhidos pelos formandos, teriam sido desligados do quadro docente e estudantes organizam protesto

Estudantes do curso de enfermagem da universidade Estácio de Sá, em Campo Grande, planejam protesto às 19h da próxima segunda-feira (3) contra algumas condutas na universidade, notadas após o retorno das aulas. Dentre as reclamações,  está a demissão de professores, inclusive orientadores de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), que teriam sido escolhidos pelos alunos de último ano.

Para os estudantes, as demissões interferem diretamente na qualidade do curso, não só em relação à orientação dos discentes, como também nas aulas práticas – os alunos temem que as atividades pedagógicas sofram queda de rendimento pela ausência de professores qualificados.

“Não podemos cuidar de qualquer forma, nem receber ensino pela metade. Lidamos com vidas, queremos qualidade de ensino para sermos profissionais de qualidade”, disse o líder do movimento, o acadêmico Anderson Clayton Tsalikis, do 7° semestre de enfermagem.

Estudantes de universidade particular relatam transtornos após demissão de professores
Na área que seria para as disciplinas, alunos encontram espaço em branco. (Foto: Divulgação)

Em um texto que circula pelas redes sociais, que foi criado pelos manifestantes para convocar o maior número de alunos a um protesto na próxima segunda-feira (3), está descrito que a insatisfação também seria por conta das promessas de melhorias não cumpridas, além de mudanças estruturais na visão da instituição. O texto também denuncia que algumas disciplinas não estariam abertas para consulta.

A reportagem procurou a instituição para comentar as denúncias. Por meio de nota, a assessoria da Estácio de Sá de Campo Grande destacou que “desligamentos realizados fazem parte de um processo natural para qualquer instituição de ensino que periodicamente avalia a sua base de docentes, adequando-a às necessidades do mercado” e que devido à convenção coletiva, os desligamentos ocorrem em “janela muito restrita, o que faz com que o volume de desligamentos fique concentrado em curto espaço de tempo”.

Confira abaixo a nota na íntegra:

A Estácio informa que os desligamentos realizados fazem parte de um processo natural para qualquer instituição de ensino que periodicamente avalia a sua base de docentes, adequando-a às necessidades do mercado, demandas de cursos e às particularidades das praças em que atua. A norma coletiva da categoria prevê que eventuais movimentações de professores só ocorram em janela muito restrita, o que faz com que o volume de desligamentos fique concentrado em curto espaço de tempo. Além de atuar em total conformidade com as normas do órgão regulador e com a legislação em vigor, a Estácio reafirma seu compromisso em manter a qualidade de ensino que conquistou com muito trabalho ao longo dos últimos anos.

Em relação aos assuntos acadêmicos, a direção e a coordenação da instituição estão à disposição para auxiliar no esclarecimento de dúvidas e necessidades de cada estudante.”

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