Entenda os sintomas e como é definido um ‘caso suspeito’ de coronavírus

Parecidos com gripe, sintomas de coronavírus podem se agravar

Os sintomas iniciais do novo coronavírus (CoVid-19) são muito semelhantes aos de outras infecções virais respiratórias, como gripes e resfriados. Assim, é comum que pacientes infectados – ou com casos suspeitos e que merecem investigação – apresentem quadros de febre, tosse e dificuldade para respirar, conforme informações do Ministério da Saúde.

Nestes casos avaliados como mais leves, nos quais os pacientes não apresentem outros fatores de gravidade, o tratamento e isolamento pode ser feito até mesmo na própria residência do paciente, quando ele é acompanhado por uma equipe da Atenção Básica do município.

Porém, a doença pode evoluir para casos graves e causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias, o que pode levar à morte. Nestes casos, mais graves, os pacientes são tratados e isolados em hospitais de referência. Em Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) indicou o HU (Hospital Universitário Rosa Pedrossian) como a unidade de referência para estes casos.

Caso suspeito

É por isso que, antes de sair em busca de ajuda médica para tratar o que pode ser uma simples gripe, é necessário saber se a situação se enquadra ou não num casos suspeito. O Ministério da Saúde definiu que há basicamente três situações.

Na primeira, o paciente precisa ter febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar), além de histórico de viagem para área com transmissão local, de acordo com a OMS, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

No segundo caso, o paciente precisa apresentar febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar), além de histórico de contato próximo de caso suspeito para o coronavírus nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

Na terceira situação, o paciente precisa apresentar febre ou pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar), além de contato próximo de caso confirmado de coronavírus em laboratório, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

O Ministério da Saúde também destaque que em alguns casos a febre pode não estar presente, como em crianças menores que 5 anos, idosos, imunossuprimidos ou que em algumas situações possam ter utilizado medicamento antitérmico. Nestas situações, a avaliação clínica deve ser levada em consideração e a decisão deve ser registrada na ficha de notificação.

O que é o contato próximo?

O Ministério define como contato próximo “estar a aproximadamente dois metros de um paciente com suspeita de caso por novo coronavírus, dentro da mesma sala ou área de atendimento (ou aeronaves e outros meios de transporte), por um período prolongado, sem uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual).

Também é incluído na definição “cuidar, morar, visitar ou compartilhar uma área ou sala de espera de assistência médica ou, ainda, nos casos de contato direto com fluidos corporais, enquanto não estiver usando o EPI recomendado”.

Em situações em que uma das três modalidades de casos suspeitos seja preenchida, o paciente precisa acionar o 192 para ser levado ao hospital de ambulância ou deslocar-se em veículo próprio. Nunca o deslocamento deve ser feito em transporte coletivo, como veículos de aplicativos de carona e ônibus.

Investigação em MS

O paciente com suspeita de novo coronavírus (CoVid-19) em Ponta Porã é um jovem de 24 anos, com histórico de viagem de 14 dias à Tailândia, com voo de conexão em Pequim na ida e na Alemanha na volta na Alemanha. Segundo nota oficial da SES (Secretaria de Estado de Saúde), o paciente desembarcou no aeroporto de Guarulhos e veio de carro até o município de Ponta Porã.

O jovem está em isolamento no Hospital Regional de Ponta Porã desde a terça-feira (25) e apresenta febre, coriza e dor de garganta. O caso é acompanhado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da CIEVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), que já teria deslocado uma equipe para a cidade.

Ao dar entrada no hospital, foi realizada a coleta de amostras biologicas, posteriormente encaminhados ao Lacen (Laboratório Central), em Campo Grande, para análise laboratorial de CoVID-19, Influenza e outros vírus respiratórios.

Conforme apurado pela reportagem, o protocolo preventivo da SES, que inclui o isolamento do paciente, está sendo executado. Ainda na terça-feira, a SES emitiu nota técnica com as ações a serem adotadas em caso de surgimento de pessoas com os sintomas da doença e de como proceder com a coleta de amostras para exames, direcionada aos “79 municípios e também a todos os serviços de saúde públicos e privados”, traz a comunicação da secretaria”.

Caso o exame acuse positivo para CoVid-19, este será o segundo caso confirmado do novo coronavírus no Brasil. Apesar da confirmação da SES, durante a coletiva do Ministério da Saúde acerca do CoVid-19 nesta quarta-feira, o caso suspeito em MS não foi mencionado pelo ministro Luiz Henrique Mandetta.

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