Em MS, casos graves de coronavírus serão tratados no HU de Campo Grande

Casos leves, no entanto, podem ser tratados até mesmo em casa; há apenas uma suspeita no Estado, em Ponta Porã

Eventuais casos considerados graves de coronavírus (CoVid-19) em Mato Grosso do Sul devem ser tratados no HU (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), em Campo Grande, conforme informações do Ministério da Saúde.

A unidade, que fica no bairro Vila Ipiranga, foi apontada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) como o hospital de referência para isolamento e tratamento. Vale lembrar, no entanto, que casos suspeitos leves podem nem sequer necessitar de hospitalização. A avaliação de cada caso fica a cargo de uma equipe médica.

Em Mato Grosso do Sul, até a manhã desta quarta-feira (26), há apenas um caso suspeito de coronavírus, em Ponta Porã, anunciado nesta quarta-feira (26). O paciente, um jovem de 24 anos, retornou de uma viagem internacional, tendo passado pela Alemanha, China e Tailândia. e desembarcou em Guarulhos (SP), de onde partiu de carro até Ponta Porã, na região da fronteira.

Ele apresenta sintomas gripais, como febre, dor de garganta e coriza e está em isolamento no Hospital Regional de Ponta Porã. A princípio, o caso é considerado “leve” e, por isso, não haveria necessidade de transferência para Campo Grande.

Vale lembrar que caso alguém apresente sintomas gripais e tenha histórico de viagem internacional a um dos países em situação de alerta – o que é necessário para abertura de um protocolo de investigação para o CoVid-19 – deve-se procurar apoio médico.

Porém, o paciente não deve utilizar transporte coletivo, como ônibus ou aplicativos de carona. O deslocamento deve ser feito por ambulância ou por transporte próprio.

Prevenção

A maioria das infecções virais que podem ser transmitidas pelo ar, como o coronavírus, podem ser evitadas com simples hábitos de higiene básicos. Manter as mãos lavadas e fazer o uso do álcool em gel (modelos comuns, vendidos em lojas de limpeza) com frequência são boas iniciativas de prevenção, especialmente após fazer contato direto com pessoas que estão doentes, ou com o meio ambiente e antes de se alimentar.

“Também é importante evitar contato próximo com pessoas que tenham infecções respiratórias agudas; cobrir, de preferencia com o braço, o nariz e a boca ao espirrar ou tossir e se usar as mãos deve logo em seguida higienizá-las; evitar tocar em mucosas dos olhos; usar lenço descartável para higiene nasal”, informa a médica infectologista Priscilla Alexandrino.

Vale ressaltar também a importância de não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas. A médica também recomenda manter os ambientes bem ventilados, para evitar concentração do vírus no ambiente.

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