Em 10 dias, 17 animais silvestres queimados foram socorridos em MS

9 animais não resistiram e morreram

Em dez dias, 17 animais silvestres, maior parte deles feridos pelas queimadas que atingem , foram resgatados pela equipe do Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), na sede em Campo Grande e na unidade móvel destacada para o Parque Estadual das Nascentes do , em Alcinópolis, e região.

De acordo com os profissionais do Cras, na Capital passaram 12 animais, dos quais sete morreram e cinco estão em recuperação. Os animais que não resistiram aos ferimentos são um preá (de Campo Grande), uma anta (de Rio Verde), um filhote de Jandaia e um filhote veado campeiro (de Alcinópolis), um curiango (de Campo Grande), um macaco prego e um tatu.

A veterinária Aline Duarte, coordenadora do Cras, explica que os animais silvestres vítimas de queimadas ficam muito debilitados pela desidratação causada principalmente pela fumaça e o calor. Em caso de filhotes a situação se agrava por terem perdido as mães e ficarem mais vulneráveis.

De acordo com a Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), seguem em atendimento pela equipe dois filhotes de arara, um veado campeiro jovem, um tamanduá mirim, de Campo Grande e um gavião-asa-de-telha vindo de Rochedinho.

Unidade móvel

A unidade móvel do Cras enviada para o atendimento aos animais vítimas de incêndios florestais no Parque Estadual das Nascentes do e região, atendeu cinco animais desde dia 13 de setembro.

Dois animais morreram – um filhote de gato mourisco e um filhote de cateto -, dois seguem em atendimento – dois filhotes de cateto -, e um tamanduá mirim foi solto na natureza após receber tratamento.

Além do atendimento emergencial aos animais feridos, a equipe do Cras também prepara alimentação a base de frutas e verduras, que são levados aos locais que já estão livres do fogo, para auxiliar na recuperação das espécies sobreviventes, que já enfrentam escassez de alimento na mata.

Na região de Corumbá e Ladário a recepção contará com apoio da (Polícia Militar Ambiental), onde será montado um centro de atendimento. Na região a UFMS (Universidade Federal de ) disponibilizou a base de pesquisa na estrada-parque também para receber animais atingidos pelo fogo.

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