E agora? Com 6 mil vagas em universidades de MS, resultado do Sisu depende da Justiça

Divulgação da primeira chamada estava prevista para esta terça-feira

A AGU (Advocacia-Geral da União) ainda não recorreu da decisão que suspendeu a divulgação dos resultados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que estava previsto para esta terça-feira (28). O Sisu disponibilizou 6 mil vagas em universidades públicas de Mato Grosso do Sul e a suspensão pode até atrasar o calendário letivo nas instituições.

As notas de corte que deveriam ser divulgadas à meia-noite desta segunda-feira (27) também não estão disponíveis. A AGU aponta que ainda estuda se o recurso será apresentado ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) ou ao STF (Supremo Tribunal Federal). A divulgação do resultado do Sisu foi suspensa depois que o MEC (Ministério da Educação) admitiu que houve erro na correção do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Neste domingo (26), a desembargadora Therezinha Cazerta, presidente do TRF3 (Tribunal Regional Federal), negou o recurso da AGU e manteve a suspensão da divulgação dos resultados. Segundo a desembargadora, prosseguir com o cronograma do Sisu poderia afetar o futuro das pessoas.

“Tivesse a União Federal procedido ao tratamento transparente do problema, tanto fornecendo respostas àqueles que se socorreram da via por ela própria criada para solucionar o problema; quanto realizado o recálculo das notas dos candidatos, reconhecendo a real extensão da situação – providências para as quais têm os meios necessários, porquanto são os mesmos utilizados anteriormente para fornecer os resultados – teria sido desnecessária a intervenção jurisdicional, minimizando os atrasos decorrentes do equívoco”, disse na decisão.

A divulgação dos resultados do Sisu estava prevista para esta terça (28), mas houve uma falha na correção de 6 mil provas do Enem. Agora, o resultado só pode ser divulgado quando o governo comprovar que o erro na correção das provas foi solucionado. A ação foi movida pela Defensoria Pública da União, que pede que o MEC e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) comprovem a revisão das notas. Com a divulgação das notas suspensas, o calendário das universidades pode ser afetado, afinal, o prazo das matrículas deve mudar, assim como o início das aulas.

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