Cotidiano

Dia das Mães: secretário lembra que festa familiar causou surto de coronavírus em MS

Na véspera do Dia das Mães, a coletiva online realizada pelo Governo do Estado para divulgar a atualização no volume de casos de coronavírus (Covid-19) em Mato Grosso do Sul reservou espaço para um apelo do secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, quanto a possibilidade de aumento no contágio por conta de visitas e […]

Humberto Marques Publicado em 09/05/2020, às 11h46 - Atualizado às 11h53

Geraldo Resende e Christinne Maymone advertiram sobre riscos de contágio no Dia das Mães. (Imagem: Reprodução)
Geraldo Resende e Christinne Maymone advertiram sobre riscos de contágio no Dia das Mães. (Imagem: Reprodução) - Geraldo Resende e Christinne Maymone advertiram sobre riscos de contágio no Dia das Mães. (Imagem: Reprodução)

Na véspera do Dia das Mães, a coletiva online realizada pelo Governo do Estado para divulgar a atualização no volume de casos de coronavírus (Covid-19) em Mato Grosso do Sul reservou espaço para um apelo do secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, quanto a possibilidade de aumento no contágio por conta de visitas e reuniões familiares no domingo (10). O titular da SES lembrou neste sábado (9) que os cenários desenhados há algumas semanas, de aumento exponencial no volume de casos da doença, está se concretizando.

“O número de casos tem crescido muito nos últimos dias. De 23, ontem foram mais 15 e hoje divulgamos mais 20 casos. Ou seja, um crescimento exponencial”, alertou Geraldo, mais uma vez defendendo o isolamento social como forma de evitar disseminação da Covid-19, “principalmente neste fim de semana em que, culturalmente, nossas famílias sempre se reúnem para comemorar o Dia das Mães”.

“Certamente, neste ano, teremos de ser criativos: dar um abraço, um carinho, de forma diferente dos últimos 10, 20, 40 anos, porque a presença de aglomerações de pessoas em um vento tão significativo como este, do reconhecimento da figura materna, fará com que a gente possa de fato fazer com que o crescimento aconteça”, destacou o secretário, que admitiu manter a mãe na chácara de familiares para evitar a exposição dela à doença.

O secretário lembrou da situação em Brasilândia, “um pequeno município na região de Três Lagoas, onde uma confraternização familiar com pessoas de outros Estados, como São Paulo, a unidade da federação com mais casos e, consequentemente mais mortes, fez haver a contaminação de toda uma família. Foram 9 pessoas da mesma família”, para justificar a preocupação.

Ele ainda citou o temor em Caarapó, onde a presença de 2 pessoas de Osasco (SP) com coronavírus no distrito de Nova América, para visitas familiares e participação de cultos religiosos, levou ao rastreamento de dezenas de pessoas para identificar se houve contaminação.

A secretária-adjunta de Saúde, Christinne Maymone, reiterou as recomendações, especialmente nas cidades do interior na qual é comum as famílias seguirem para sítios ou fazendas para celebrações.

“Aconselhamos que não façam as viagens. Mantenham-se em seus locais, nas suas casas. Não pensem que é só porque vão ao sítio que não tem perigo de contaminação. As mobilidades urbana e rural precisam parar neste momento. Temos de nos cuidar e nos manter em casa, com as prevenções que temos falado”, advertiu ela.

Jornal Midiamax