De novo: Ônibus com ar condicionado quebra e deixa passageiros em pleno calor

O veículo seguia para o terminal quando parou no acostamento da via

Mais uma vez, os passageiros que utilizam o transporte coletivo de Campo Grande ficaram na mão e desta vez, passando sufoco por conta do calor. Na tarde desta terça-feira (28), o ônibus com prefixo 4249 e um dos que possui ar condicionado embutido, quebrou enquanto fazia o trajeto da linha 086 – Júlio de Castilho/Shopping CG.

Alguns passageiros ficaram sob o sol esperando pelo próximo veículo que o substituiria até a chegada no terminal. Uma das passageiras que enviou as fotos para a reportagem não soube identificar qual teria sido o problema.

De novo: Ônibus com ar condicionado quebra e deixa passageiros em pleno calor
Foto: Fala Povo | Midiamax

“Acha justo uma passagem custar R$ 4,10 e a gente ficar nesse sol quente esperando o outro ônibus passar superlotado para gente entrar dentro? Isso é sacanagem”, questionou a passageira Alda Maria.

O ônibus ficou no acostamento da Avenida Júlio de Castilho e os passageiros utilizaram o veículo para se proteger do calor que faz na cidade.

Sumiu

Apenas 18 veículos dos 558 atuais do possuem ar condicionado ou climatizadores. O problema é que, basicamente, a frequência desses veículos nos trajetos diários está cada vez mais rara. Ônibus convencional com ar condicionado? Ninguém sabe, ninguém viu.

Relatos obtidos pela reportagem indicam que há pelo menos três semanas a frequência dos convencionais climatizados diminuiu drasticamente. De acordo com documentos acessados pela reportagem, alguns dos prefixos dos veículos com ar condicionado são: 1307, 1308, 1329, 1330, 1331, 1332, 1333, 2702, 2703, 3217, 3219, 3853, 3854, 3855, 4236, 4237, 4248 e 4249.

Sobe e desce da tarifa

O reajuste da tarifa de ônibus passou a valer no dia 28 de dezembro, quando o passe foi de R$ 3,95 a R$ 4,10 nas linhas convencionais em Campo Grande. O passe para os ‘fresquinhos’ foi de R$ 4,50 para R$ 4,90.

Dois dias após o reajuste, no dia 30 de dezembro, o protocolou um recurso para elevar a R$ 4,25 o valor da tarifa de ônibus. Em agenda, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) disse que negaria o novo aumento.

Em nota, o explicou que pediu aumento porque o contrato de concessão, assinado em 2012, prevê que a tarifa seja reajustada a cada 7 anos, ou seja, além do reajuste habitual, o valor poderia subir em razão do contrato.

Entretanto, no dia 7 de janeiro, uma medida do TCE suspendeu o reajuste do passe de ônibus e a tarifa voltou para R$ 3,95. O Tribunal de Contas questionou a relação da tarifa e a prestação de serviço do transporte público em Campo Grande e alegando que não é contra o aumento da tarifa, mas ressalta que o valor cobrado deve ser condizente aos serviços.

Após a derrubada da liminar que suspendia o reajuste feito pelo TCE, a Prefeitura Municipal publicou decreto no dia 21 de janeiro em que oficializava a volta da tarifa a R$ 4,10.

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