Coronavírus: Especialista dá dicas de como se prevenir e evitar contágio

Manter as mãos limpas, fazer uso de álcool em gel, cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir, não compartilhar objetos, são algumas ações de prevenção

Após a confirmação das primeiras suspeitas de coronavírus no Brasil, o Ministério da Saúde elevou na terça-feira (28) a classificação de risco do país para o nível 2, que significa “perigo iminente”. Diante desta situação, o Jornal Midiamax conversou com a infectologista Priscilla Alexandrino que trás um passo a passo de como se prevenir e evitar o contágio.

De acordo com a médica, manter as mãos lavadas e fazer o uso do álcool em gel com frequência são boas iniciativas de prevenção, especialmente após fazer contato direto com pessoas que estão doentes, ou com o meio ambiente e antes de se alimentar.

“Também é importante evitar contato próximo com pessoas que tenham infecções respiratórias agudas; cobrir, de preferencia com o braço, o nariz e a boca ao espirrar ou tossir e se usar as mãos deve logo em seguida higienizá-las; evitar tocar em mucosas dos olhos; usar lenço descartável para higiene nasal”, informa a médica.

Vale ressaltar também a importância de não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas. Manter os ambientes bem ventilados e evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações – isso porque o vírus tem a capacidade de contaminar tanto animais quanto humanos.

Origem

Ainda não se sabe exatamente a origem do vírus. Ele foi identificado pela primeira vez durante uma investigação laboratorial de casos de pneumonia em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, na China. Desde então, milhares de casos foram confirmados.

Autoridades chinesas informam que até o momento, 132 pessoas morreram em decorrência do surto de coronavírus. O número de infecções confirmadas já chega a 5.974, com mais de mil pessoas em estado grave.

Como a doença é nova, não há vacina ou medicamento específico até o momento. Cientistas, universidades e centros de controle de doenças de vários países estão em busca de formas de neutralizar o vírus.

Chegada do vírus no Brasil

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. (Foto: Gabriel Torres/Arquivo)

O Ministério da Saúde informou que está monitorando três casos suspeitos de coronavírus no país.  Além do caso de Belo Horizonte, em Minas Gerais, os novos casos monitorados foram registrados em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e Curitiba, no Paraná.

Conforme o Ministério, os pacientes se enquadraram na atual definição de caso suspeito para nCoV-2019 (o novo coronavírus), estabelecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Os pacientes apresentaram febre e, pelo menos um sinal ou sintoma respiratório, e viajaram para área de transmissão local nos últimos 14 dias.

Em Mato Grosso do Sul, a SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde) já orientou os municípios do estado e conta com apoio técnico do Hospital Universitário. Conforme a assessoria de imprensa da secretaria, o Estado está preparado para atender os casos suspeitos do vírus, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde e, com o auxílio de um especialista em infecção, já conversou com todas as 79 cidades de MS.

“A SES está acompanhando a situação e elaborando estratégias de ações referente ao Coronavírus. Foi encaminhada nota técnica aos profissionais de saúde dos 79 municípios orientando sobre como proceder com os casos suspeitos e de como proceder com a coleta de amostras para exames”, disse trecho de nota.

Caso algum paciente apareça com os sintomas do vírus, ele deverá ficar em isolamento na unidade onde deu entrada e, caso seja necessário a transferência, ele será encaminhado para o hospital de referência de cada microrregião. Para a investigação e análise dos casos, a SES está contando com o apoio dos médicos infectologistas do HU.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) publicou uma orientação através das suas redes sociais e reforça que não há motivo para pânico, afinal, ainda não há nenhum caso confirmado de coronavírus na América do Sul. Em caso de atendimento de casos suspeitos, a orientação no atendimento é de isolamento do paciente. É preciso utilizar máscara cirúrgica e o paciente deve ser mantido em um quarto privativo.

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