Comércio espera que toque de recolher ‘salve’ planejamento de vendas do fim de ano em Campo Grande

Empresários esperam que casos reduzam até o Natal e que toque de recolher seja suspenso em 15 dias

O retorno do toque de recolher pode ‘salvar’ o planejamento de estratégias de venda para o fim do ano em Campo Grande. Associações de comerciantes esperam que medida dure apenas 15 dias e que casos reduzam novamente para garantir maior fluxo de clientes no varejo no período natalino, seguindo as regras de biossegurança.

De acordo com o presidente CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande), Adelaido Vila, cerca de 90% do comércio deve continuar em funcionamento. “Nós esperamos que nesse período, a taxa de contágio baixe de novo para garantir um Natal mais tranquilo para o varejo. Nós vamos intensificar as recomendações para os associados para que os cuidados necessários sejam implantados”, disse.

Adelaido criticou jovens por gerar aglomeração, e com base nos últimos boletins epidemiológicos, os maiores casos positivos são na faixa etária dos 19 aos 40 anos. “Os jovens acabam contaminando pessoas mais vulneráveis, é preciso conscientização, as pessoas não estão sendo obrigadas a ficar casa, elas podem sair desde que atendam os critérios dos protocolos. ”

O diretor-secretário da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), Roberto Oshiro, ressaltou que, na opinião dos lojistas, um possível lockdown ainda não é necessário na cidade, em razão da disponibilidade de leitos para tratar a doença. A associação enviou um pedido à prefeitura para o retorno de blitz em pontos estratégicos da Capital durante o toque de recolher.

“Nós conseguimos manter a economia funcionando e vamos conseguir manter neste fim de ano. A necessidade do toque de recolher é por conta de festas e aglomeração, e não apenas em estabelecimentos comerciais. Seguindo os protocolos não devem ter grande preocupação. No Natal é onde o comerciante espera recuperar a economia perdida em 2020. O Black Friday é período de promoção, não é onde o comércio recupera o prejuízo”, ressaltou.

Segundo Oshiro, os empresários estão mais esperançosos com a vendas de fim de ano e esperam lucrar mais ou semelhante ao mesmo período do ano passado.

“De repente, o consumir pode querer se reconciliar, se aproximar mais da família e consequentemente presentear, por conta do período afastado imposto pela pandemia. A própria questão do turismo, que achávamos que iria demorar para extravasar, hoje, já tem lugar, por exemplo, no Nordeste que não acha vaga em hotel, e Bonito também. É importante que em tudo siga os protocolos de segurança”.

Já para quem depende do movimento noturno para lucrar, como é o caso de bares e restaurantes, a volta do toque de recolher representa novas baixas no faturamento, é o que explica o presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Juliano Wertheimer.

“Isso afeta diretamente casas noturnas, pouco apeta os bares e restaurantes que devem ter 30 minutos para fechar o caixa e dispensar os clientes, porém ainda sim, perdem cerca de 10 a 15% no faturamento. O fim de ano é o que mais esperam para lucrar, neste já esperar recuperar os 7 meses perdidos na pandemia”.

Comércio funciona até às 22h no Natal

Acordo entre representantes dos empregados e dos empresários do comércio de Campo Grande definiu que as lojas poderão funcionar em horário especial em dezembro, com vistas às vendas do fim de ano.

Assim, no sábado, dia 5, o comércio já funciona até às 20h. E, do dia 7 ao dia 23 de dezembro, as lojas poderão ficar abertas até às 22h. Na véspera do Natal, as portas serão fechadas às 18h e no dia 31 os consumidores poderão fazer compras somente até às 16h. Já aos domingos – dias 6,13 e 20, os lojistas devem abrir das 9h às 18h.

Toque de recolher 

A prefeitura municipal determinou o retorno do toque de recolher das 0h às 5h a partir desta quinta-feira (26), por conta do aumento de casos da na Capital.

O número de novos casos confirmados de coronavírus tem aumentado no último mês e disparou na última semana epidemiológica na macrorregião de Campo Grande. Somente entre os dias 15 e 21 de novembro, foram registrados 2.977 novos casos, o que equivale a uma média de 425 casos por dia ou 17,7 casos por hora. O aumento foi de 59,7% em comparação com a semana anterior.

Segundo informações divulgadas pelo , foram 2.977 novos casos registrados na macrorregião de Campo Grande na última semana epidemiológica. O número representa um aumento expressivo, já que na semana anterior foram registrados 1.863 novos casos.

O alerta pede que a população continue com o uso de máscaras e mantenha medidas de higiene. Além disso, é essencial evitar aglomerações, saídas de casa e contatos desnecessários.

*Colaborou Gabriel Maymone

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