Com relatos de atendimento ruim virando rotina, o melhor é procurar a polícia, orientam lojistas

CDL explica que há treinamento, mas que reclamações devem ser registradas

O final do ano está chegando em Campo Grande. O Natal é uma data que faz com que o comércio da Capital e de outros locais ‘exploda’ em movimentação, com clientes entrando em saindo das lojas a cada minuto.

Não apenas lojas, restaurantes, bares e afins começaram a perceber um aumento nos atendimentos, que por falta de preparo – ou educação – pode se tornar um momento de dor de cabeça e até mesmo gerar ato de discriminação.

Pensando em situação do tipo, os clientes de Campo Grande resolveram expor suas experiências ruins na internet, criando grupos de “aonde não ir” que possuem milhares de seguidores e participantes.

Não é necessário muito tempo para encontrar relatos de pessoas que foram descriminadas durante o atendimento em lojas ou bares. Nestes casos, a polícia deve ser informada, de acordo com a (Câmara dos Dirigentes Lojistas).

Algumas situações

Situação que ocorreu com uma cliente que pretendia comprar enfeites de Natal, o atendimento foi exposto no grupo Aonde Não ir em CG.

A cliente, que não será identificada, relata ter sido mal atendida a partir do momento em que entrou no local, uma loja de flores localizada no Centro da cidade.

“Quando entrei, percebi um gesto da vendedora com os dedos em ‘V’ apontando para os olhos”, conta a cliente. Após alguns minutos andando pela loja, e decidindo o que compraria, uma funcionária teria a abordado.

“Ela me perguntou se eu ia comprar, eu disse a ela que estava olhando por enquanto, foi quando ela me convidou a se retirar da loja, caso não fosse comprar nada”, contou.

No final, a cliente acabou tendo de sair da loja sem conseguir comprar os produtos desejados e ainda tentou entrar em contato com a loja através do Instagram, mas teria sido bloqueada.

Ainda no mesmo grupo do Facebook, outro relato chama a atenção dos usuários. Uma cliente de uma choperia teria sido chamada de “p***” por um garçom.

No relato, é dito que a cliente estaria dançando no local quando esbarrou com um garçom, pedindo desculpas logo depois, momento em que o funcionário teria dito: “presta atenção, fica dançando igual uma p***”. Diante da situação a cliente teria relatado o ocorrido ao gerente do local, mas o funcionário teria feito “pouco caso”.

Uma segunda cliente da mesma choperia, relata ter passado por algo parecido. “O garçom perguntou meu nome, então eu disse e ele respondeu que eu estava mentindo, porque esse era nome de p***”.

O que dizem os comércios

A loja de flores alega que a funcionária teria pedido para que a cliente voltasse outro dia, pois o local estava muito cheio e seria mais tranquilo para que pudesse olhar os produtos. Afirma que a funcionária não foi grossa ou teria maltratado a cliente.

O proprietário também informou que a conduta, caso realmente tenha ocorrido, não é orientação da loja. Sobre o Instagram, o comércio alega que a rede social é administrada por uma terceira pessoa que não informou sobre o contato do cliente.

A choperia alega que a cliente distorceu os fatos, pois um desentendimento realmente teria ocorrido. De acordo com os proprietários, o garçom teria dito “você está dançando toda eufórica” e não teria falado nenhum palavrão ou palavra pejorativa.

O comércio também relata que a confusão teria começado, pois a cliente estava dançando em um corredor de passagem dos funcionários, e ao esbarrar no garçom, o mesmo teria pedido para a cliente dançar em outro local do comércio.

Sobre a segunda cliente que teria sido hostilizada por conta de seu nome, o proprietário do local alega não ter conhecimento sobre o caso e não tinha nada a declarar.

Recomendações

De acordo com o presidente da (Câmara dos Dirigentes Lojistas), Adelaido Vila, esse é problema que ocorre de forma frequente em Campo Grande.

“A falta de respeito é recorrente nas lojas em Campo Grande e parte do funcionário para o cliente e também do cliente para o funcionário, é um problema que ocorre nos dois lados do atendimento”.

Adelaido diz que a recomendação da , quando o ato discriminatório ocorre, é que o cliente ou funcionário procure a polícia ou os órgãos de segurança responsáveis, que poderão apurar o caso e punir os responsáveis.

A alega que diante do problema, cursos são ministrado para funcionários e proprietários de comércios em Campo Grande, com o intuito de orientar e inibir que casos como os relatados ocorram.

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