Com queda na pandemia, comércio espera movimentar R$ 139 milhões no Dia das Crianças

Aumento da compra de presentes ocorre também em função das influências do isolamento social e suspensão das aulas presenciais durante a pandemia

A chegada do traz otimismo para os empresários de , que já chegaram a sentir queda de 40% nas vendas em datas especiais, como e dos Namorados, por causa da pandemia. A possibilidade é de 5% de aumento na movimentação, cerca de R$ 139 milhões, conforme pesquisa do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS) e Sebrae-MS.

“O leve aumento da compra de presentes ocorre também, em função dos aspectos comportamentais e das influências do isolamento social durante a pandemia do coronavírus, uma vez que, em casa, muitas crianças têm ficado ansiosas”, explica a economista do IPF-MS, Daniela Dias.

É o caso da manicure Edinéia Moraes, 36 anos, que tenta driblar o tempo livre em casa com toda energia do filho de 8 anos. A ideia agora é comprar mais um jogo de tabuleiro de presente para o menino. “Tentamos fazer de tudo para administrar todo esse tempo em casa, para que ele estudasse, brincasse, já que há meses não vê os primos. Nesse tempo tomamos gosto por jogos de tabuleiro, que ajuda também no aprendizado dele. Foi o que ele me pediu e pretendo dar de presente”, disse Edinéia.

Previsão de aumento

De acordo com a Fecomércio, a pesquisa desenhou dois cenários. No atual, a previsão é de 5% de aumento na movimentação, ao atingir R$139,15 milhões, dos quais R$36,17 milhões (26%) serão destinados às comemorações e R$102,99 milhões (74%) a compra de presentes. O gasto médio poderá alcançar R$230,55 e apenas 30% da população tenderá a comemorar a data.

Dos que não irão presentear, 29% informaram estar sem dinheiro e 12% receosos em relação ao cenário atual. Mais de 50% darão prioridade a brinquedos (39%), roupas (31%) e calçados (21%).

As compras deverão se concentrar nas lojas físicas (83%), mas há um forte destaque para internet 12% e ao fato de 17% pedirão a entrega em domicílio. Para os lojistas, fica a dica do que pode ser decisivo no momento das compras: 39% esperam benefícios para pagamento à vista, 25% vão considerar o atendimento, 24% o parcelamento, 13% as medidas sanitárias e 11% terão como fator preponderante o bairro em que está localizado o estabelecimento.

Quanto às comemorações, passeios (18%) e brincadeiras (17%) são as principais. 15% dizem que vão pedir refeições e 11% devem levar as crianças a lanchonetes ou restaurantes. Se não houvesse pandemia, os parques seriam os ambientes preferidos para 23%, outros 20% fariam um passeio, 31% ficariam em casa e 19% iriam ao cinema.

Em relação às cidades do interior do Estado, os maiores gastos médios com presentes ocorrerão em Corumbá/Ladário (R$188,30), em Dourados (R$155,62) e Coxim (R$152,52). Assim como com as comemorações, cujos os valores, respectivamente poderão alcançar, R$136,91, R$126,25 e R$111,28.

“Uma vez que o consumidor pretende ir às lojas, é o momento de mostrar a este consumidor, primeiro que o comércio dele é um ambiente seguro tanto para os pais quanto pelas crianças; momento de reduzir o nível dos estoques que ficou parado por bastante tempo; de retomar capital de giro, dessas empresas terem um fôlego para começarem a se preparar para o final do ano e talvez a gente continue a ver um cenário um pouco mais brando, desde que as taxas da pandemia continuem em queda, e tenhamos um cenário mais positivo para os próximos meses”, observa a economista do Sebrae MS, Vanessa Schmidt.

Outro ponto que merece atenção dos empresários, diz Vanessa, é que muitos consumidores pretendem realizar a comemoração em casa. “Isso surge como oportunidade para o setor de serviços de entregas de alimentos, de refeições preparadas, que podem pensar nesta data com pratos mais voltados ao público infantil. O importante é que comunique esse consumidor sobre o que terá de especial e o consumidor estará muito atento aos benefícios para o pagamento à vista, o que mais uma vez reforça a estratégia de formação do capital de giro, vendendo à vista e comprando a prazo para começar a se recuperar do prejuízo dos meses anteriores”.

A pesquisa ainda considerou um segundo cenário, que seria logo após a epidemia, que resultaria em uma movimentação 10% menor, de R$131,93 milhões, dado o aumento da priorização pelas comemorações, com menores gastos.

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