Com pandemia, 2020 bate recorde de mortes nos últimos 5 anos em MS

Em um período de 4 meses, o estado registrou 1,4 mil mortes a mais que em 2019

Em meio a pandemia do coronavírus, bateu recorde no número de mortes em um período, comparado aos últimos cinco anos. De julho a outubro, período em que mais tiveram mortes pela em MS, o estado registrou 7.400 óbitos enquanto em 2019, por exemplo, o número de mortos foi de 5.975.

Conforme informações da base de informações do Registro Civil, entre 2015 e 2019 não haviam tantos registros de óbitos quanto ao comparado com os quatro meses citados em 2020.

Em julho de 2019, 1.651 pessoas morreram e no mesmo mês de 2020, período em que óbitos pelo coronavírus dispararam, os cartórios registraram 1.722 mortes. O comparativo fica ainda maior quando comparado com o mês de agosto. Em 2019 foram 1.508 mortes declaradas e em 2020, 1.912 pessoas perderam a vida.

Comparado com os dois meses seguintes, setembro de 2019 teve 1.446 óbitos e em 2020, 1.872. Em outubro, 1.370 no ano passado e neste ano, 1.894. No total, no mesmo período deste ano, foram 1.425 vidas perdidas a mais.

Vale lembrar que, de acordo com boletim epidemiológico da SES () desta sexta-feira (20), 1.713 pessoas morreram vítimas do coronavírus em MS. Em 2019 todo, foram 16.362 mortes no estado e restando um mês para encerrar 2020, já foram registrados 16.210 óbitos.

Óbitos em Campo Grande

Ainda de acordo com o Registro Civil, Campo Grande também registrou grande número de mortos durante os quatro meses – julho a outubro. Em 2019, foram registrados 2.132 óbitos na Capital e em 2020, o número de mortes foi de 2.850.

Conforme os dados, foram 718 vidas perdidas em 120 dias durante a pandemia. Segundo o boletim epidemiológico da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) 730 morreram de coronavírus em Campo Grande.

Risco de segunda onda do vírus

Com a vacina ainda em testes, os casos de coronavírus em MS voltaram a crescer e os riscos de mortes pela doença podem ameaçar os moradores mais vulneráveis do grupo de risco. Os especialistas avaliam que em uma nova onda da doença os mais atacados pela Covid-19, podem ser os mais jovens.

Conforme o infectologista Júlio Croda, por estarem em constante exposição ao vírus, os moradores mais jovens são os mais atacados no início de uma proliferação viral. E assim tem ocorrido em  pois, segundo o médico, os jovens têm ocupado grande parte dos leitos de UTIs dos hospitais particulares em Campo Grande.

“Na , a nova onda começou assim [muitos jovens infectados], depois de duas semanas as internações e óbitos aumentaram”, disse o especialista ao Jornal Midiamax.

O infectologista revelou que em hospitais como da Cassems e Unimed, muitos jovens estão isolados com o coronavírus. De acordo com o “Mais Saúde”, plataforma da SES () que informa a ocupação de leitos em MS, de 30 leitos disponíveis na Cassems, 23 estão ocupados, correspondendo a um total de 63,2%.

Na Unimed, de acordo com as informações do Governo, de 66 leitos, 56 estão ocupados. O total corresponde a 68,7%.  conta com 692 leitos de UTI disponíveis e 535 estão ocupados. A porcentagem de ocupação corresponde a 71%. Vale lembrar que, em julho, quando doença atingiu o pico de internações em MS, os leitos públicos chegaram a ter 92% de ocupação. Na plataforma não é possível verificar as idades dos pacientes, mas a reportagem procurou a SES para apurar e aguarda resposta.

Conforme explicou o médico à reportagem, sempre no início de uma epidemia viral, os jovens sempre são os mais infectados, pois ficam ou se colocam mais em exposição. “Depois há uma disseminação do vírus em toda a população”, contou.

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