Com incêndio aumentando no Pantanal, tempo seco será crítico em MS até setembro e PMA alerta

Defesa Civil afirma que quadro agrava situação de pandemia devido a redução da qualidade do ar

A ( Ambiental) alerta para o tempo seco em Mato Grosso do Sul, já que há uma semana, o Paraguai-Mirim, região do de Corumbá, sofre com incêndio florestal. Este é o período mais seco no Estado, que iniciou em julho e deve apresentar um cenário crítico até setembro, segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima).

De acordo com a previsão do Centro de Monitoramento, a tendência é a redução da umidade relativa do ar com valores diários que podem ficar abaixo de 30% em algumas regiões do Estado, com picos mínimos abaixo de 20%, acrescida de temperaturas elevadas e acima da média.

Na avaliação da Defesa Civil, é um quadro que agrava a situação de pandemia devido a redução da qualidade do ar. “São indicadores que afetam diretamente a saúde da população, onde uma das consequências diretamente associada ao coronavírus é a questão respiratória, que piora devido à fumaça”, explicou o coronel Fábio Catarinelli, coordenador da Defesa Civil de .

Alerta

A lançou um alerta para que as pessoas evitem uso do fogo, informando que quase 100% dos incêndios registrados e que causam transtornos ambientais e à saúde são de origem humana e criminosos.

Neste período (1º de agosto a 30 de setembro), os órgãos ambientais do Estado não expedem licenças para a queima controlada em Mato Grosso do Sul, estendendo-se até 31 de outubro no . “Além disso – informa a -, nenhum município autoriza realização de queima em perímetro urbano em qualquer período”.

Quem provoca incêndio em mata ou floresta pode ser preso em flagrante. A pena prevista é de dois a quatro anos de reclusão, além de o infrator ser autuado administrativamente e multado em R$ 1 mil por hectare ou fração, em área agropastoril ou vegetação não protegida por lei, e R$ 5 mil por hectare em vegetação protegida.

Fogo no

Um dos maiores municípios do país, com 65 mil quilômetros de extensão, dos quais 70% de , Corumbá lidera o ranking (69,7%) dos focos de calor, com 165 ocorrências somente nas últimas 24 horas. De janeiro a junho, foram 15.097 focos na região, enquanto em todo o Estado, foram registrados 21.652.

Há uma semana ocorre um grande incêndio na região do Paraguai-Mirim (Norte de Corumbá), próximo ao Rio Paraguai, que teria destruído cerca de dez mil hectares no entorno da escola rural Jatobazinho, que atende crianças e jovens ribeirinhos no sistema de internato. Cinco bombeiros de Corumbá, seis brigadistas e funcionários da escola combatem o fogo.

“A situação está sob controle no entorno da escola, que esteve ameaçada pelo fogo devido a rápida propagação causada pelo vento, mas as chamas avançam pela vegetação”, informou Ângelo Rabelo, do Instituto Homem Pantaneiro (IHP). “A escola foi protegida por aceiros abertos com uso de tratores e esteiras”, completou.

Empresa multada

Enquanto na região de Corumbá a iniciou investigações para apurar as causas da queimada, a corporação militar autuou, por meio de denúncias, uma usina sucroenergética no município de Costa Rica devido a um incêndio ocorrido em uma área plantada de cana-de-açúcar, às margens da -135, na última semana de junho.

“O fogo era tão intenso que chegou a atingir a área urbana da cidade”, informou a , que multou a empresa em R$ 294 mil. O fogo se originou na lavoura, conforme levantamento de campo, e destruiu 294 hectares de canavial. Segundo a , a empresa alegou que o incêndio foi criminoso, porém não apresentou provas, bem como comprovação de licença ambiental para a queima controlada, proibida no período. (Informações do Portal )

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