Com crise, mais ricos cortam gastos e intenção de consumo cai em Campo Grande

Pesquisa da Fecomércio indica que famílias com renda superior a 10 salários estão gastando menos

O índice que mede a intenção de consumo das famílias campo-grandenses caiu em maio e a “culpa” é das classes A e B. Segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (28), pela Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio), houve redução de 10,6% de janeiro a maio deste indicador.

A intenção de compra – aquilo que os consumidores planejam gastar fechou maio no patamar de 99,3, apresentando queda acentuada em relação ao mês de janeiro, quando estava em 109,9. Este índice tem a pontuação 100 como base: abaixo disso demonstra incerteza e acima (com limite de 200) representa otimismo.

Se fossem analisados somente as respostas dos entrevistados que declararam ter renda familiar abaixo de 10 salários mínimos, o índice teria ficado na casa dos 100,5 pontos. Porém, a preocupação daqueles com rendimentos superiores a R$ 10.390 mensais – 92,7 pontos – puxou o resultado para baixo.

Houve uma redução drástica na intenção de consumo das classes A e B em maio se comparado com o resultado de abril. A queda foi de 20,7%, caindo de 113,4 pontos para 92,7.

Critérios

São sete critérios analisados que compõem o índice: situação no atual emprego, perspectiva profissional, renda atual, compra a prazo (acesso ao crédito), nível de consumo atual, perspectiva de consumo, momento para comprar bens duráveis (eletrodomésticos).

Para os que declararam ter rendimentos superiores a dez salários mínimos, os fatores que mais pesaram no resultado foram a queda na intenção de adquirir eletrodomésticos, perspectiva de consumo para os próximos meses e a perspectiva profissional.

Pesquisa

Foram entrevistadas 500 famílias nos últimos dez dias do mês de abril em Campo Grande. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.

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