Com covid-19 se espalhando, Consórcio Guaicurus ainda tem 10 dias para ‘acertar biossegurança’

Empresa é obrigada a fornecer álcool em gel a funcionários e manter limpeza dos ônibus

O Consórcio Guaicurus foi obrigado pela Justiça a apresentar um plano de biossegurança para a circulação dos ônibus em Campo Grande. Apesar de há dias o comércio estar em pleno funcionamento na Capital, as empresas ainda terão 10 dias para ‘acertar’ a limpeza dos veículos e distanciamento de passageiros.

A decisão é do juiz de Direito em substituição legal, José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, após diversos flagrantes de aglomeração dos veículos, terminais e falta de limpeza dos locais de uso comum. Além disso, o Consórcio foi obrigado a fornecer álcool em gel aos funcionários.

O magistrado apontou ainda que, no prazo de 10 dias, o Município de Campo Grande, a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e o Consórcio Guaicurus deverão estabelecer regras: para reforçar a limpeza/higienização dos ônibus, em especial nos pontos de contato com as mãos dos usuários, logo após o seu recolhimento às garagens, antes de iniciar novas viagens e periodicamente ao longo do dia.

Locais como balaústres, pega-mãos ou barras de apoio e outros tenham reforçada a higienização com água e sabão ou álcool 70%. Também deve ser realizada a limpeza/higienização dos banheiros dos terminais com maior frequência e reposição de itens de higiene como sabonete líquido e papel toalha.

As empresas também deverão fazer orientação dos passageiros sobre o uso obrigatório de máscaras e cuidados com a higiene para evitar a propagação da doença.

O pedido foi feito pelos Promotores de Justiça Filomena Aparecida Depolito Fluminhan e Fabrício Proença de Azambuja, titulares da 32ª e 25ª Promotorias de Justiça, respectivamente, pedindo a regularização das medidas de biossegurança no transporte coletivo da Capital.

Vistorias realizadas nos dias 8, 9, 14, 15, 28 e 29 de abril nos Terminais Morenão, Guaicurus, Estação Pegfácil Hércules Maymone, Aero Rancho, Bandeirantes, General Osório, Nova Bahia, Júlio de Castilho e Moreninhas.

As diligências apontaram aglomerações dentro dos ônibus; extensas filas com aglomeração de pessoas e sem demarcação de distanciamento; funcionários do serviço de transporte coletivo sem máscaras de proteção; ausência de lavatório, sabonete líquido, papel toalha e álcool em gel; além de locais insuficientes e inapropriados para a higienização das mãos das pessoas.

Denúncias de passageiros

As principais denúncias são dos usuários do transporte coletivo. Diariamente, são relatados casos de aglomeração e atraso dos ônibus ao Jornal Midiamax pelos leitores, desde o início da pandemia e retorno da circulação dos ônibus em Campo Grande.

Já foram noticiados casos de ônibus lotado, aceitando todos os tipos de passageiro quando a circulação estava restrita aos serviços essenciais, terminais com filas sem distanciamento e muita espera dos passageiros nos terminais.

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