Com mais de 100 internações por coronavírus, HRMS vai remontar Hospital de Campanha

Medida acontece depois da explosão de casos e do número de mortes

O número de casos do novo coronavírus explodiu com quantidade recorde nesta semana e, além disso, o número de mortes também se elevou. Somente pacientes internados são mais de 100 em todo o Estado. Com isso, o (Hospital Regional de ) decidiu acionar o Hospital de Campanha ainda nesta semana para deixar a unidade pronta para o enfrentamento da doença.

A decisão foi tomada pela diretora-presidente do , Rosana Leite de Melo que afirmou que o aumento considerável nos números é por conta do relaxamento da quarentena que foi causado pela população. Atualmente, mais de 100 pessoas estão internadas no Estado com a doença. Mais de 50 em estado grave, nas UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo).

“Não queremos que isso aconteça, mas estamos preparados para esse cenário. Infelizmente, se a população não colaborar com o isolamento e começar a se prevenir em meio a essa pandemia, o quadro poderá ser ainda pior. Mas estamos prontos para esse enfrentamento”, declarou a diretora.

Rosana mostrou preocupação com os números e fez um apelo para a população evitar sair de casa sem as máscaras e principalmente, evitar aglomerações, que poderia disseminar o vírus nas pessoas. “Protejam-se e nos ajudem a manter o hospital com o menor número possível de casos, pois se acontecer de sobrecarregar o sistema de saúde, pode não haver vagas para você ou para seus familiares”.

Outro ponto considerado importante na adoção da medida é o fato do isolamento social estar abaixo do recomendado. Conforme divulgação da SES (Secretaria de Estado de Saúde), o Estado teve 35% de taxa de isolamento na quarta-feira (17), ficando abaixo do índice nacional, de 37,3% e deixando MS com a 25° pior posição entre as unidades federativas. A (Organização Mundial da Saúde) recomenda índice de 70% como nível eficaz para evitar a propagação da .

Nos números gerais, MS tem 4.274 casos confirmados de coronavírus e 39 mortes registradas. Há um mês, os casos ainda eram tímidos, mas os números aumentaram consideravelmente e são sete vezes maior do que vinha sendo acompanhado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde).

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