Consórcio Guaiucurus ignora regras e passageiros relatam aglomerações em terminais

Justiça obrigou empresas a garantir o distanciamento entre usuários

Após ser obrigado pela Justiça a adotar medidas de biossegurança contra o coronavírus (), o continua sendo alvo de reclamações por parte de passageiros do transporte coletivo de Campo Grande.

Mesmo com aferição de temperatura de passageiros, testagens de funcionários e higienização nos ônibus, o risco de contágio em aglomeração é grande. Isso acontece porque, segundo as reclamações, há poucos ônibus e várias linhas registram atraso.

Conforme a cuidadora de idosos Joelma Nascimento Silva, na manhã desta quinta-feira (09), por exemplo, a linha Marabá estava com atraso e, quando chegou ao Terminal General Osório, havia uma enorme fila para entrar no veículo. “Não tem o distanciamento mínimo. Como não vai pegar uma doença assim? ”, questiona.

De acordo com a passageira do transporte coletivo, todos os dias a situação se repete. “Todos os terminais ficam lotados, com ônibus cheio ”, reclama.

Ela relata ter reclamado ao fiscal, mas ele teria ignorado as regras e solicitado que ela fizesse reclamação à (Agência Municipal de Transporte e Trânsito). “Se tem um fiscal ali no terminal e ele não pode cuidar e organizar a fila, quem vai?”, questiona.

Justiça e plano de biossegurança

Apesar de vivermos pandemia pelo coronavírus desde março, somente em julho o apresentou um protocolo de biossegurança, para cumprir determinação judicial, que se deu após diversos flagrantes de aglomerações em ônibus.

O plano inclui a higienização dos veículos e a garantia de distanciamento dos passageiros.

Durante a apresentação do plano na semana passada, o diretor executivo do Consórcio justifica a diminuição no número de veículos disponíveis. “Tínhamos 140 mil passageiros por dia, hoje são 65 mil pessoas por dia que usam o transporte”.

O ainda não respondeu solicitação enviada pela reportagem sobre o caso.

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