Ceasa inicia desinfecção de caminhões para evitar contágio pelo coronavírus

Veículos vindos do interior e de outros Estados, como São Paulo, passam por procedimento sanitário; de terça a esta quarta-feira, 23 caminhões foram higienizados

Entre a noite de terça-feira (31) e a madrugada desta quarta (1º), fiscais da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) desinfetou 23 caminhões com cargas de alimentos que chegaram à Ceasa-MS (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), na região da Mata do Jacinto, em Campo Grande. No local, equipes realizam controle sanitário de caminhões que chegam do interior ou de outros Estados, como parte das ações para evitar a disseminação do novo coronavírus (causador da Covid-19).

A barreira sanitária foi instalada na segunda-feira (30) e funciona das 0h às 4h, quando motoristas são abordados e a parte externa dos caminhões é desinfetada. Além de vindos de cidades do interior, veículos de Minas Gerais, Paraná e São Paulo –este o Estado com o maior número de casos do país até agora (2.339, com 136 óbitos)– passam pelo processo.

De 31 de março a esta quarta-feira, foram 23 caminhões desinfetados, todos com cargas de produtos vegetais de outros Estados, totalizando 157 toneladas de alimentos (principalmente frutas). A média diária de chegada no local é de 120 caminhões, que movimentam mercadorias para os 47 permissionários e 66 empresas –desde semana passada, as negociações são feitas apenas online ou por telefone.

A Superintendência de Ciência e Tecnologia, Produção e Agricultura Familiar da Semagro (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) informou que também orientou funcionários sobre medidas de prevenção e incluiu o uso de álcool 70% para limpeza de objetos e ambientes, enquanto os donos de boxes devem disponibilizar álcool em gel para os consumidores.

Daniel Mamede, coordenador da Ceasa, informou que desde a semana passada motoristas recebem kits com flanela, garrafa de 300 ml de álcool 70% e um folheto com orientações sobre como combater o coronavírus. No fim de semana, o pátio e ambientes internos da Central foram higienizados com hipoclorito e água.

Sem desabastecimento

Na segunda-feira, a reportagem do Jornal Midiamax esteve na Ceasa e apontou que os permissionários descartam a possibilidade de desabastecimento, inclusive com as variações de preços seguindo o padrão pré-pandemia, sem grandes variações nos preços. A exceção são produtos importados, como cebola, alho e frutas exóticas, que são importados e tiveram leve alta por conta das restrições nos países onde são produzidos.

Na semana passada, alguns vendedores relataram até mesmo alta nas vendas e sobra de mercadorias, diante da redução no número de compradores no local.

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