Carreata que pede reabertura de lojas durante pandemia de coronavírus segue na Afonso Pena

Trânsito na Avenida ficou complicado no trecho de acesso ao Parque dos Poderes; empresários tentam pressionar prefeito Marquinhos Trad a afrouxar regras para comércios funcionarem

Após cerca de 1 hora de manifestações, os empresários que participaram do buzinaço no entorno do Paço Municipal pedindo o afrouxamento das regras de restrição ao comércio no enfrentamento à pandemia de coronavírus (Covid-19) seguiram para a Avenida Afonso Pena, misturando-se a outros condutores que circulavam pela via e sobrecarregando o tráfego nas imediações do Shopping Campo Grande e do Parque das Nações Indígenas.

Um grande número de carros de passeio e ônibus integram o ato, que tomou as duas mãos da avenida.

O manifesto buscava pressionar o prefeito Marquinhos Trad (PSD) a rever algumas das regras que impedem o funcionamento de estabelecimentos comerciais, sob o argumento de que os empresários têm salários a bancar e precisam da atividade, além da falta que os serviços fazem aos clientes. A Guarda Civil Metropolitana de Trânsito bloqueou trecho das Ruas 25 de Dezembro e Barão do Rio Branco ao lado da prefeitura.

Sem conseguir se manifestar ao lado do Paço, os manifestantes deram voltas na quadra buzinando. Pouco depois, seguiram em direção à Afonso Pena, que teve o trânsito congestionado no trecho entre o shopping, a partir da região do viaduto sobre a Rua Ceará, e o acesso ao Parque dos Poderes, no final da via. Dali, os motoristas dão a volta e retornam pela Afonso Pena em direção ao Cero.

O protesto da tarde desta sexta-feira (26) ocorre depois de o presidente Jair Bolsonaro ir em rede nacional defender o afrouxamento das regras de confinamento da população, tomadas para conter o aumento de casos de coronavírus –que, no Estado, registra 25 pacientes com a doença e nenhuma morte, ante mais de 3 mil casos e 77 óbitos no país.

As medidas foram anunciadas pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) e outros gestores para restringir a circulação das pessoas e, por consequência, do vírus –para o qual não há vacina disponível. Após a fala de Bolsonaro, porém, as medidas começaram a ser revistas, sendo liberadas as aberturas de lotéricas, de restaurantes e igrejas, mediante restrição no número de clientes a serem atendidos simultaneamente.

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