‘Caos’ na pandemia: médicos denunciam EPIs de baixa proteção e grupo de risco na linha de frente em MS

Sinmed-MS pede que materiais usados por médicos na rede pública tenham melhor qualidade; Siems viu grávidas mantidas na ‘linha de frente’

Falta de EPIs (equipamentos de proteção individual) adequados na rede pública e cobrança para que profissionais do sejam retirados das linhas de frente do enfrentamento ao novo coronavírus () estão entre as principais reclamações de entidades representativas de médicos e , as duas categorias mais afetadas pela pandemia. Em alguns casos, a situação foi convertida em denúncia.

Em , cerca de 1,5 mil profissionais de Saúde já contraíram o novo coronavírus, situação que colocou entidades que representam as categorias em alerta. Só entre os médicos, são pelo 222 contaminados pela , 171 deles em Campo Grande, com ao menos 3 mortes.

Presidente da entidade, Marcelo Santana afirma que, entre os problemas percebidos até aqui, está a falta de fornecimento de EPIs (equipamentos de proteção individual) mais adequados na rede pública em comparação com hospitais privados.

Como exemplo, ele lista que um hospital particular da cidade oferece maior quantidade de capotes, mantém um “backup” de luvas para atendimentos, oferecem óculos e máscaras N95 (de maior proteção), além de face shields, para todos os profissionais. Por outro lado, na rede pública pelo Estado é possível enxergar o uso de materiais de melhor qualidade em procedimentos mais complexos, como a intubação.

“Vimos pedindo que a gestão aprofunde o uso desses materiais, fornecendo toda a proteção necessária para atuarem. Entendemos que é uma situação difícil, com profissionais na linha de frente, mas eles têm de estar com toda a segurança pois a possibilidade de contágio é maior entre os profissionais de Saúde do que para a população em geral”, afirmou.

Por outro lado, o Siems (Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de ), confirma 2 mortes de trabalhadores do setor. Sua presidente interina, Helena Delgado, aponta que há diferentes problemas entre as redes hospitalares.

Na particular, ela afirma que têm trabalhado com o Ministério Público do Trabalho para afastar profissionais do (idosos do comorbidades e gestantes) da assistência direta a pacientes –situação que já parou na Justiça e seria mais comum no interior.

Contudo, também reclamam da falta de EPIs com as especificações mínimas exigidas por normas sanitárias. “Mas essas coisas começaram a melhorar”, afirmou Helena, reforçando que houve falta desses produtos no mundo todo e supervalorização no mercado –máscaras que antes custavam R$ 3,50 a unidade eram vendidas a R$ 35.

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