Campo-grandenses denunciam bares e praças com aglomerações após decretos

Em Campo Grande diversas medidas foram tomadas para contenção do coronavírus, entre elas o toque de recolher

Mesmo com o decreto para evitar aglomerações e com toque de recolher, em Campo Grande, cidadãos denunciam bares, supermercados e utilização de espaços públicos. Ao Jornal Midiamax, leitores enviaram suas reclamações de situações do último sábado (21).

Uma leitora, do Jardim Carioca, comenta que existem pessoas aproveitando a quarentena para jogar futebol nos campos públicos do bairro, espaços que já tiveram o funcionamento proibido por decreto. Segundo ela, do portão de casa, consegue ver crianças e adolescentes brincando na rua. “Estão agindo como se fossem férias”, lamenta.

Um morador da região do Indubrasil reclama dos bares que não estão obedecendo os decretos. “Indubrasil pede socorro para fechar os bares que passam o dia e a noite lotados”, relata o morador que teme que o vírus possa estar circulando nas aglomerações.

Foto: Leitores Midiamax.

De dentro da própria casa, uma moradora da Rua da Divisão, conta ao Jornal Midiamax que um mercado funciona normalmente do outro lado da rua. “Não acatou o toque de recolher, está lotado e o mercado é pequeno”, lembra ela, que viu o estabelecimento funcionando após às 22h de sábado (21).

Trabalhadores preocupados

Leitores também reclamam das condições de trabalho em que se encontram. Um trabalhador de uma empresa de telhas afirma que dentro da empresa não há álcool em gel para os funcionários. “A rotina de trabalho continua normalmente, colocando em risco os trabalhadores e a família que os aguardam em casa”, fala preocupado.

Um frentista se sente exposto e “sem nenhuma proteção”. Ele relata que “o posto não está fornecendo álcool em gel e nem máscaras.

Na última semana, diversas denúncias levaram a prefeitura a interditar empresas de Call Center que desobedeceram os decretos de contenção do Covid-19, o novo coronavírus. Mesmo após a operação, leitores informam que existem outros trabalhadores na mesma situação. Alguns dizem que as empresas “até abriram as portas de saídas de emergência para tentar se adequar as medidas”.

Denúncias

A denúncia deve ser feita diretamente na Vigilância através do telefone (67) 3314-9955. ou no Procon Municipal através do WhatsApp (67) 98469-1001 ou clicando aqui para ser logo direcionado.  A fiscalização é feita por equipes da Semadur, Vigilância Sanitária, Sefin (Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento) e apoio da GCM (Guarda Civil Metropolitana).

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