Campo Grande pode ativar mais 85 leitos UTI para coronavírus, diz secretário

José Mauro disse que 65 unidades de internação foram transformadas em não Covid-19

Com número de casos confirmados de coronavírus () entre a população mais jovem – faixa entre 18 e 42 anos – aumentando em 100% em um mês, a prefeitura de Campo Grande irá ampliar a oferta de leitos para pacientes infectados com a doença. Também foi definido o toque de recolher a partir desta quarta-feira (25) entre meia-noite e 5h pelos próximos 15 dias.

A medida foi estabelecida durante reunião na manhã desta quarta-feira (25) entre prefeito, (Secretaria Municipal de Saúde), Semadur (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano), Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) e (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), além das secretarias de Finanças e Segurança municipais.

Conforme explicou o titular da , José Mauro Filho, nas últimas semanas, o município transformou 65 leitos em não , ou seja: para pacientes com outras enfermidades. “Agora temos necessidade de ter mais leitos. Nós temos capacidade de transformar leitos não para leitos . Vai ser de acordo com a necessidade, mas pode chegar a 332 [número de leitos em Campo Grande]”.

Outros 20 leitos foram desabilitados no e também podem ser reativados, segundo o secretário.

Mais casos, menos óbitos

José Mauro ressaltou que apesar do aumento significativo nas confirmações de casos, o número de óbitos verificados por semana epidemiológica se mantém estáveis. “Temos relativamente o mesmo número absoluto de óbitos”, pontuou.

Já o número de casos dobrou no período de 30 dias. “Tivemos aumento de até 100% de um mês para o outro. Houve aumento de casos positivados a cada 100 testes. Na última semana a média era de 23%, 25% [testes positivos]. Já nessa última tivemos 30% de positividade”, detalhou.

Para o secretário, o toque de recolher foi definido para interromper a alta na contaminação da população mais jovem. “O problema [da infecção em jovens] é que daqui 15 dias eles contaminam pais e avós. Isso cria a necessidade de leitos e pode aumentar o número de óbitos”, pontuou.

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