Cadê os ônibus? Passageiros denunciam que Consórcio ‘segura’ frota nas garagens

Precisando enfrentar horas nos pontos de ônibus para conseguir embarcar, trabalhadores afirmam que a tabela adotada pela empresa não tem colaborado

Com espera de até mais de 1 hora para pegar ônibus em Campo Grande, os trabalhadores enfrentam a maior dificuldade para conseguir chegar ao serviço e retornar para casa. Por causa da pandemia da Covid-19, o novo coronavírus, o número de passageiros foram reduzidos dentro dos ônibus e mesmo com a rotina começando a voltar ao normal na cidade, os usuários afirmam que a frota do transporte público não está adequada com a quantidade de passageiros nos pontos.

Fontes ouvidas pelo Jornal Midiamax apontam que a volta da frota integral nas ruas da cidade é postergada pelo Consórcio Guaicurus em razão da economia que a circulação de menos veículo gera para o grupo de empresas que explora o transporte público da Capital.

A reportagem tenta, desde esta segunda-feira (24), informações com o Consórcio sobre quantidade de ônibus que circulam na cidade e quando a volta de mais veículos será colocada em prática, mas as empresas preferem o silêncio.

Maria Agostina, de 56 anos, demora até duas horas para chegar no trabalho na região central da cidade. “Eu acordo 6h e deveria chegar no trabalho às 7h, mas nesse horário ainda estou no ponto de ônibus porque passam no limite de passageiros e não pode embarcar mais ninguém. Aí tenho que esperar”, disse a moradora do Jardim Hortência.

Ela afirma que a demora acontece não apenas pela limitação de passageiros, mas também por causa da falta de ônibus. “Antes passava um ônibus perto de casa, agora tenho que andar oito quadras para pegar ônibus porque cortaram as outras linhas quando começou a pandemia”, disse Maria ao Jornal Midiamax.

Roseli Rezende, de 48 anos, trabalha no centro da Capital e pega ônibus todos os dias. Ela afirma que, quando os coletivos voltaram a circular, após ficarem 15 dias sem transporte público, os passageiros pegavam ônibus tranquilamente, pois ainda muitas pessoas não haviam voltado a trabalhar. Porém, depois que foi liberado para que sete pessoas ficassem em pé a ‘confusão’ e demora começou.

“Claramente diminuíram as linhas e não voltaram ao normal depois que a maioria voltou a trabalhar. Agora entra mais gente no ônibus e vira uma muvuca”, pontuou Roseli, que mora na Cohab.

Claudia Lopes, de 37 anos, comenta que por conta da suposta redução na frota ela demora até três horas para chegar em casa. “Tiraram alguns ônibus da linha e até cortaram o 075. As vezes eu saio do trabalho às 15h20 e chego em casa lá pelas 18h. Tudo porque os ônibus vem na capacidade de passageiros e tenho que esperar”, afirmou.

Artemio Vilanova, de 22 anos, disse à reportagem que não costuma andar de ônibus, mas notou que a quantidade distribuída pela cidade está bem reduzida. “Geralmente quando pego ônibus eu não tenho pressa, mas quem pega todos os dias deve estar sofrendo bastante”, disse.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Transito) e com o Consórcio Guaicurus para mais detalhes sobre a quantidade de ônibus rodando na cidade, mas até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

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