Banho, nem pensar: meteorologia alerta para possibilidade de ‘chuva negra’ em MS

Água suja pela fuligem das queimadas no Pantanal não é recomendada para a brincadeira de criança

A tão esperada chuva neste fim de semana promete chegar sob os efeitos das queimadas no . Já observado na região Sul do País e esperado em , o fenômeno conhecido como “chuva negra” também pode ser registrado em Mato Grosso do Sul.

Segundo a meteorologista do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), Franciane Rodrigues, existe a possibilidade de o evento acontecer no Estado, mas com menor intensidade em relação à previsão para , onde as precipitações prometem ser mais intensas.

“Pela quantidade de material particulado que está na atmosfera, é possível”, disse Franciane. “Mas aqui, mesmo com as chuvas, a atmosfera não será limpa por completo”, completa. Isso porque Mato Grosso do Sul deve registrar apenas pancadas.

Banho, nem pensar: meteorologia alerta para possibilidade de ‘chuva negra’ em MS
Tempo fechado indica probabilidade de chuva na Capital (Foto: Leonardo de França/Midiamax)

A meteorologista alerta que não é recomendado banho de chuva nestas condições, pois a água desce bastante suja. Imagens registradas no Sul e que circularam nesta semana mostraram o líquido escuro da “chuva negra”. A coloração foi influenciada pela fuligem transportada de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul até a região.

Franciane avisa que as precipitações esperadas para o fim deste mês também não devem ser propícias para a brincadeira.

‘Chuva negra’ alivia umidade do ar

Conforme o Cemtec, a previsão de chuva esperada para este fim de semana no Estado se deve à chegada de frente fria vinda do Uruguai. O tempo instável deve permanecer pelo menos até terça-feira (22) e minimizar os efeitos do clima seco.

Porção norte de Mato Grosso do Sul e parte das regiões leste e oeste estão sob alerta do Inmet (Instituto Nacional de ) para baixa umidade do ar. O índice pode chegar a 12% e causar desconforto na pele, olhos, boca e nariz, bem como aumentar o risco de incêndios florestais. O instituto recomenda ingestão de líquido, uso de creme hidratante e evitar atividades físicas.

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