Apps de alimentação prometem ajuda a restaurantes que perderam clientes na pandemia

Uber Eats anuncia ‘zerar’ custo de entrega em alguns pedidos; iFood compôs plano que direciona mais receitas aos parceiros

Em um momento de nervos à flor da pele por conta da pandemia de coronavírus (Covid-19), e do consequente aumento da demanda em serviços de delivery, alguns dos aplicativos de entrega começaram a “zerar” o custo de entrega em determinados pedidos feitos em restaurantes independentes, bem como anunciar medidas de apoio financeiro aos pequenos comerciantes.

Em e-mail intimista aos clientes, a Uber Eats destacou que “os restaurantes locais precisam de você”, e anunciou a entrega grátis para os restaurantes independentes da região. “Para apoiar restaurantes locais e não pagar a taxa de entrega, procure o banner ‘VAMOS APOIAR NOSSA COMUNIDADE’ no app”, prosseguiu o comunicado.

A promessa é de que, ao final do pedido, a taxa de entrega será zerada nos pedidos superiores a R$ 20. A Uber Eats também começou a oferecer a opção de entrega “sem contato”, na qual o entregador o deixaria na porta, e sugeriu que os consumidores deem gratificações aos entregadores parceiros “para reconhecer o serviço que ele está te prestando”.

Já o iFood, líder entre os apps de entregas de alimentos, prometeu para esta quarta-feira (25) detalhar as medidas de apoio aos comerciantes parceiros. Algumas delas, que entram em vigor a partir de 2 de abril, já foram divulgadas: destinação de R$ 50 milhões da receita do aplicativo para um fundo de assistência a restaurantes, com foco nos pequenos estabelecimentos; antecipação de recebimentos de restaurantes sem custo adicional para 7 dias após a venda em abril e maio –com previsão de injeção de R$ 600 milhões no mercado–; e direcionamento de toda a taxa do serviço “Pra Retirar” (no qual os pedidos são feitos pelo app e pegos pelos clientes nos estabelecimentos) aos comerciantes.

Esta última medida foi anunciada como resposta ao fechamento dos salões ou queda no número de clientes. “Além de receber de volta o valor do serviço, os restaurantes permanecem ainda como ponto de retirada de pedidos, o que mantém viva a atividade principal: o salão”, informou a foodtech.

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