Após três meses de pandemia e sob pressão da Justiça, Consórcio Guaicurus aceita testar motoristas

Empresas lançaram campanha em coletiva para anunciar medidas de biossegurança

Mais de três meses depois do início da pandemia de coronavírus em e com o número de casos em quase 2,5 mil em Campo Grande, o lançou uma campanha para combater o no transporte coletivo. As medidas foram anunciadas na manhã desta quinta-feira (2) e os motoristas de ônibus devem ser testados para coronavírus. A campanha ainda inclui orientação nos terminais, ampliação da higienização e treinamento de funcionários. 

As medidas de combate ao coronavírus foram lançadas como uma campanha, mas é importante ressaltar que o foi obrigado pela Justiça a apresentar um plano de biossegurança para a circulação dos ônibus em Campo Grande. A campanha, feita em parceria com o Sest Senat (Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), anunciada nesta quinta-feira (2) inclui duas fases. A primeira será realizada com o treinamento dos funcionários do Senat, que farão orientações aos usuários do transporte nos terminais de ônibus.

Os funcionários darão orientações para as pessoas no terminal sobre como lavar as mãos corretamente ou como colocar a máscara de maneira adequada. Herivelto Moisés, diretor do Sest Senat, explica que as orientações começam na segunda-feira (6) e os funcionários serão divididos em quatro equipes volantes, que vão se revezar nos terminais. 

Além disso, o Senat deve começar realizar testes de coronavírus nos motoristas do transporte coletivo. Herivelto explica que o Senat já fez a testagem em motoristas de caminhão nas barreiras sanitárias e 6% deles estavam com o coronavírus e assintomáticos, ou seja, continuavam a trabalhar sem ao menos saber que estavam infectados. 

A segunda fase da campanha inclui o treinamento online dos funcionários do Consórcio sobre o coronavírus. O diretor executivo do , Robson Strengari, explica que o treinamento é uma demanda do sindicato dos trabalhadores. Ele afirma que deve aumentar a higienização nos terminais de ônibus, enquanto o ônibus está parado – o que não acontecia, já que a higienização era feita nos veículos apenas nas garagens. 

O diretor-presidente da (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Janine Bruno, diz que o principal problema é que os usuários do transporte não estão seguindo as recomendações das autoridades. “Não entendem a gravidade do problema. É um momento crítico, às vezes as pessoas não colocam a máscara, não seguem as orientações”.

Lotação nos ônibus

O risco de contaminação por coronavírus preocupa os usuários do transporte em Campo Grande. Passageiros reclamam que há poucos ônibus nas ruas, causando demora e chegam a lotar. 

O diretor executivo do Consórcio justifica que houve uma queda na demanda. “Tínhamos 140 mil passageiros por dia, hoje são 65 mil pessoas por dia que usam o transporte”. Conforme o Consórcio, 70% dos ônibus estão circulando. Nesta quinta-feira, 347 ônibus, do total de 550, estão nas ruas.

Justiça obriga plano de biossegurança

O foi obrigado pela Justiça a apresentar um plano de biossegurança para a circulação dos ônibus em Campo Grande. Empresas devem ‘acertar’ a limpeza dos veículos e distanciamento de passageiros.

A decisão é do juiz de Direito em substituição legal, José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, após diversos flagrantes de aglomeração dos veículos, terminais e falta de limpeza dos locais de uso comum. Além disso, o Consórcio foi obrigado a fornecer álcool em gel aos funcionários.

O magistrado apontou que o Município de Campo Grande, a (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e o deverão estabelecer regras: para reforçar a limpeza/higienização dos ônibus, em especial nos pontos de contato com as mãos dos usuários, logo após o seu recolhimento às garagens, antes de iniciar novas viagens e periodicamente ao longo do dia.

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