VÍDEO: Após sucesso nas buscas, Cindy e Duke voltam a Brumadinho nesta sexta

Cães farejadores de MS contribuíram para localização de corpo em setembro, 8 meses após tragédia

A labrador retriever Cindy e o pastor belga Duke retornam nesta sexta-feira (25) a Brumadinho, em Minas Gerais. Lá, os cães voltarão a auxiliar na busca por corpos. Da última vez que estiveram na cidade mineira, os cães obtiveram sucesso na localização de um corpo, cerca de 8 meses após a tragédia do rompimento de barragem.

Cindy embarca nesta manhã para brumadinho e Duke ainda na tarde desta sexta | Foto: Divulgação

Duke e Cindy são do canil do 5º Subgrupamento de Bombeiros Militar Independente de Coxim e compõem uma equipe que integra a atividade de animais e humanos. No caso de Cindy, a labrador retriever é acompanhada do 3º Sargento Luciclei da Silva Lima. Já Duke, que embarca mais tarde, é acompanhado pelo pelo Major Fábio Pereira de Lima. A comitiva sul-mato-grossense tem, ainda, o Cabo Wilson Rogério de Souza Monteiro.

No último dia 29 de setembro, o corpo de mais uma vítima da tragédia em Brumadinho foi encontrado durante força-tarefa de 138 bombeiros militares, em meio à extensa área atingida pela lama de rejeitos tóxicos que vazaram da barragem.

O corpo encontrado estava soterrado a 2,5 metros de profundidade, a cerca de sete quilômetros em linha reta da barragem que se rompeu, em uma área que os bombeiros batizaram como Remanso 4. A ação dos cães foi preponderante para a localização.

Cães-heróis

Duke durante treinamento | Foto: Divulgação | Corpo de Bombeiros de MS

Segundo o major Fábio, o trabalho de buscas dos bombeiros é muito mais preciso quando existe um binômio homem-cão, já que os cães têm olfato aproximadamente 44 vezes mais aguçado que o humano.

Porém, os “cães-heróis” também se submetem a riscos para executarem as tarefas. “Assim como nós, bombeiros, arriscamos-nos entrando em locais insalubres, o nosso cão também está sujeito a isso. Mas ele está indo cumprir uma missão para a qual foi preparado ao meu lado”, explica.

O major destaca que exames constataram que os cães que atuaram no resgate em Brumadinho também apresentaram alterações na taxa de metais pesados no corpo, apesar do quadro não ser considerado preocupante.

Cindy em ação antes de localizar corpo, em setembro | Foto: Agência Brasil | Reprodução

“Eles seguem monitorados e durante o período que estiverem atuando na cidade mineira, terão um tratamento especial, uma equipe com médicos veterinários empenhados para realizar exames, avaliação clínica durante toda missão evitando que eles adoeçam”, conclui.

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