Trote na PM e Bombeiros deixa prejuízo de R$ 1 mil aos cofres públicos

Cada saída da equipe de salvamento custa de R$ 615 a R$ 1 mil

Ainda tem quem ache que é só uma ‘brincadeira’, mas passar trote nos telefones da PM (Polícia Militar) e do Corpo de Bombeiros prejudica o atendimento de quem precisa e ainda traz prejuízos aos cofres públicos. Só para ter uma ideia, cada saída da equipe dos Bombeiros para um incêndio tem custo médio de R$ 1.180.

Em 2018, o setor de estatística e planejamento do Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança), registrou 605.806 chamadas atendidas, das quais 2,80% eram tentativas de trote. De janeiro a maio deste ano, já foram registradas 663 tentativas de trote.

O Corpo de Bombeiros tem um custo de mais de R$1 mil para atender um incêndio. A equipe, chamada Trem de Socorro, é composta por 12 militares em quatro viaturas. Em casos de ocorrências de acidentes de trânsito, a equipe e o número de viaturas cai pela metade, e o custo aproximado é de R$ 615.

Para o comandante do Corpo de Bombeiros de MS, Joílson Alves do Amaral, a sociedade precisa ter consciência que o trote pode impedir o salvamento de quem realmente precisa do socorro. “Não é só o prejuízo financeiro com a mobilização de toda uma equipe de salvamento, mas principalmente, a vida de outras pessoas que pode estar em risco enquanto alguém se diverte passando uma informação falsa”, pontuou.

Além dos trotes, ligar para as linhas de emergência para pedir informação também congestiona a linha. De acordo com o diretor do Ciops, delegado Marcos Takeshita, por serem números de fácil memorização, as pessoas ligam para pedir informação. No ano passado, 109.959 ligações recebidas pelo Ciops, eram para pedido de informação. Entre janeiro e maio deste ano, já foram contabilizadas 32.424.

Entretanto, se engana quem acha que pode fazer um trote com as equipes sem ser responsabilizado. Segundo diretor do Ciops, todos os telefones que realizam chamadas para o 190 ou 193, ficam registrados no sistema.

O trote aos serviços de emergência é um crime previsto no Código Penal. Quando identificado, o autor é enquadrado por falsa comunicação de crime ou de contravenção, cuja pena é detenção de um a seis meses ou multa.

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