Secretário pede demissão em Dourados, mas nega ligação com crise na educação

Titular da pasta em Dourados pediu para ser exonerado na terça-feira, mas ainda ocupa o cargo

O secretário de Educação de Dourados, Upiran Jorge Gonçalves da Silva, de 77 anos, pediu para ser exonerado do cargo que ocupa na terça-feira (16). Segundo ele, o motivo seria pessoal, por problemas de saúde. Ele também negou que tenha relação com o decreto de contingenciamento feito pela Prefeitura de Dourados – a 228 km de Campo Grande.

De acordo com o secretário, que permanecia no cargo até a manhã desta quinta-feira (18), ele vem se “sentido diferente” e pretende fazer exames médicos para verificar se seria algum problema de saúde.

Upiran afirmou que após assumir a Fundação de Esportes, que teve seu antigo chefe demitido por questões financeiras, teve sua demanda ampliada. Apesar da pasta não ser grande, “uma das menores”, ele lembra que já se ocupava da maior pasta da administração municipal daquele município.

O secretário disse também, em conversa com o Jornal Midiamax, que se dispôs a ficar no cargo até que a prefeita Délia Razuk (sem partido) encontre um sucessor. “Como não tenho adjunto, se eu sair fica sem ninguém, então me dispus a aguardar até que ela encontre alguém e que eu possa passar as demandas para essa pessoa. Como já estamos praticamente no fim de semana, acredito que isso deva acontecer na próxima semana”, declarou.

Contingenciamento

Em maio deste ano a prefeita Délia Razuk publicou um decreto contingenciando R$ 31.751.000 do orçamento da municipalidade para o exercício de 2019. O documento também dava 10 dias para que os secretários enviassem lista de servidores comissionados que deveriam ser demitidos. Cada secretaria deveria cortar 5% de gasto com pessoal.

Após a repercussão no secretariado, a prefeita decidiu “suavizar” a determinação sobre as demissões, porém, vários cortes foram feitos. De acordo com Upiran, na secretaria de Educação nenhum servidor foi exonerado, entretanto as gratificações foram todas cortadas.

O documento também determinava que os secretários deveriam rever todos os contratos vigentes e empenhos emitidos para providenciar a supressão ou rescisão dos convênios de prestação de serviços e aquisição de bens e consumo em pelo menos “15% do valor anual das despesas com contratos”.

A administração municipal também vedou a realização de novas despesas “ou a assunção de compromissos utilizando-se de recursos contingenciados”.

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