Reviva Centro: Relógio começa a ser instalado na 14 de Julho

O monumento não só mostrará as horas, como também temperatura e campanhas

A réplica do relógio instalado na Avenida Afonso Pena com a Calógeras começou a ser instalado na tarde desta sexta-feira (8) na Rua 14 de Julho, em Campo Grande. O monumento, feito em ACM, um material acrílico, mostrará horas, temperaturas e transmitirá campanhas educativas.

Projetada com perfis metálicos que reproduzem todos os detalhes do relógio original, a escultura é totalmente vazada, visualmente leve, mas ao mesmo tempo forte em seu simbolismo. Durante as escavações, foi encontrada a fundação do relógio original que foi utilizada para a sustentação desta nova estrutura, criando um vínculo definitivo com o passado e com a história da cidade.

A instalação da escultura metálica lembrando o antigo relógio, exatamente no ponto em que ele foi construído inicialmente, representa o resgate de parte importante da história do Centro Antigo de Campo Grande. O projeto do novo relógio da 14 é dos arquitetos César da Silva Fernandes e Inácio Salvador, responsáveis pela remodelação da Rua 14 de Julho.

A obra, que estava prevista para acabar em março de 2020, já está com quase 90% dos serviços concluídos. A 14 de Julho terá fibra óptica em toda a sua extensão, com wi-fi gratuito para a população. Além disso, serão instaladas câmeras de segurança em todas as quadras.

História do relógio

O relógio original da Rua 14 de Julho foi instalado em 1933, no cruzamento com a Avenida Afonso Pena, e se transformou em um símbolo do progresso e do processo de urbanização que Campo Grande vivenciava. O antigo relógio foi testemunho por quase três décadas de muitos carnavais, comícios políticos, footings, shows e namoros. A vida cultural da Cidade Morena circulava em torno dele.

No dia 07 de agosto de 1970, o relógio foi demolido. A reconstrução do monumento foi realizada por iniciativa do Rotary Club de Campo Grande e, no ano 2000, foi inaugurada uma réplica no cruzamento das Avenidas Afonso Pena e Calógeras.

Obra e valores

A licitação para as obras do Reviva Centro saiu em fevereiro de 2018 quando a Engepar foi a vencedora. Com recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), a obra teve custo estimado de R$ 54,8 milhões, cerca de US$ 14,5 milhões, parcela do empréstimo de US$ 56 milhões contratados junto ao banco.

Ao longo do trecho de 1,4 quilômetro, onde intervenções aconteceram entre as avenidas Fernando Corrêa da Costa e Mato Grosso, foi e está sendo refeita a rede de drenagem (ao custo de R$ 4,6 milhões); recapeamento do pavimento (R$ 2,3 milhões); redes de  água (R$ 895 mil) e esgoto (R$ 1,5 milhão).

As novas calçadas, com padronização, acessibilidade deverão custar R$ 2,4 milhões; sinalização (R$ 1,8 milhão); paisagismo (R$ 1,4 milhão); iluminação pública (R$ 2,4 milhões); mobiliário urbano (R$ 1,7 milhão), incluindo bicicletários, bancos, lixeiras, defensas, vasos e murais.

Metade dos investimentos, cerca de R$ 27,7 milhões, foram destinados a substituições da rede “aérea” de energia elétrica para a rede subterrânea.

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