Consórcio Guaicurus tem que trocar mais de 100 ônibus que vencerão em 2019

Em Campo Grande são 585 ônibus em circulação

O transporte coletivo de Campo Grande contém 585 ônibus em circulação, porém, um dos problemas mais recorrentes nos últimos anos é a validade de alguns veículos, como por exemplo, os ônibus do ano de 2007, que totalizam 15, ainda persistem em comportar passageiros durante as viagens. Até o fim de 2019, 128 veículos precisarão ser trocados na cidade.

A vida útil deles terminou há um ano, mas nem Prefeitura e Consórcio Guaicurus realizaram a sua retirada, como estava prevista em contrato firmado. O problema não para por aí. Além dos 15 ônibus que estão com prazo de validade expirado, outros 32 dos modelos de 2008 estão com data limite estourada.

Entretanto, o que chama atenção é alto número de carros que estão prestes a vencer, mais precisamente no final deste ano: são 81 carros. Somando todos os veículos que estão nas ruas da Capital, são 128 carros com atenção redobrada e que precisam ser revistos e tirados de circulação no final do ano.

A empresa que mais contém ônibus vencidos e que ainda continuam rodando é da Viação Cidade Morena, seguida da Jaguar Transportes Urbano. Para este ano, a Viação Campo Grande se junta as duas anteriores em relação ao prazo máximo da vida útil dos ônibus, que são de 2009.

Renovação à vista?

No planejamento, a princípio, está prevista uma renovação para este ano, porém não se sabe quantos carros viriam nessa ‘reformulação’. A reportagem do Jornal Midiamax apurou também com pessoas próximas e que acompanham o dia a dia da circulação e do transporte, afirmam que há expectativa é essa.

No ano passado, alguns ônibus com ar condicionado foram adicionados as empresas prestadoras de serviços, mas que não foram suficientes para acabar com os problemas.

Reclamação

Uma das grandes reclamações dos usuários do transporte coletivo é o atraso por falha mecânica, o que deixa diversas pessoas nas mãos. Outros pontos como lotação, frota reduzida e até chuva nos coletivos são relatados.

Cenas como essas do ônibus novos encostados são comuns em terminais. (Foto: Leitor/Whatsapp)

Para Victor Hugo, 29 anos que trabalha na área de T.I, e utiliza duas linhas para chegar no local de trabalho, afirma que um dos grandes problemas é a qualidade e o trajeto que às vezes é muito longo.

“Precisam focar em demanda aonde tem e realmente necessita”, pontuou. “O que mais pecam é manter carros velhos e vencidos nas linhas”, acrescentou.

Já Gabriel Santos, 24 anos e um dos administradores da página “Ligados no Transporte” no Facebook, acredita que todas essas reclamações poderiam ser evitadas, mas identifica que o real problema está na falta de cobrança da Agetran e Prefeitura por exemplo e “empurram com a barriga” as críticas.

“A Agetran e a Prefeitura são omissas. Os diversos cortes que tem sido feito são a prova disso, que não há planejamento algum e vontade nenhuma de mudança”, avalia.

Resposta

Procurada pela reportagem do jornal, Agetran, Prefeitura e Agereg não responderam aos questionamentos até o fechamento desta matéria.

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