Que usem ônibus: Governo ignora protestos e confirma a vereadores que vai fechar 13 escolas

Reunião durou uma hora e meia e foi apenas para mostrar dados, disse vereador Jeremias

Por mais de uma hora e meia, os vereadores Delegado Wellington (PSDB), Betinho (Republicanos), Ademir Santana (PDT), Jeremia Flores (Avante), Valdir Gomes (PP) e Veterinário Francisco (PSB) se reuniram nesta quarta-feira (27) com a secretária estadual de Educação Maria Cecília Amêndola da Motta e ouviram que a o governo vai manter o fechamento das 13 escolas anunciadas. A secretária disse, ainda, que em Campo Grande há passe de ônibus para os alunos.

Vereadores deixando reunião na SED (Marcos Ermínio, Midiamax)

“Em Campo Grande tem o passe do estudante. Preferimos diminuir o número de escolas e equipar melhor as outras. Não tem motivo ara ter escolas vizinhas com 200, 300 alunos”, disse. O vereador Jeremias falou que a reunião serviu apenas para mostra de dados.

“Só explicou o motivo do reordenamento com números. Foi uma explicação técnica”. Na próxima segunda-feira (2), a secretária vai à Câmara fazer a explicação em audiência pública.

52 mil alunos em 9 anos

De acordo com a secretária, são 52 mil alunos a menos nos últimos 9 anos na rede estadual. “Considerando esse número, é o equivalente a 73 escolas a menos. Só vamos reordenar 13 escolas. Em 2020, também temos previsão de abrir mais 13 escolas em ensino médio integral. É uma otimização de recursos”, conta.

 

Em Campo Grande, três de quatro escolas vão ser municipalizadas. Somente vai ser fechada na íntegra a Escola Estadual Professor Carlos Henrique Schrader, no Jardim Flamboyant, que atende a comunidade urbana indígena da cidade.

Atualmente, o governo mantém 29 escolas de ensino fundamental integral e 33 de ensino médio integral, número que deve crescer em 2020 com as 13 escolas a mais anunciadas com a reordenação.

 

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