Puxado pelo calor, consumo de energia bate novo recorde nesta semana; saiba como economizar

Concen sugere economia para não haver surpresas na conta

As altas temperaturas dos últimos dias induziram a quebra de mais um recorde relacionado ao consumo de energia. De acordo com o SIN (Sistema Interligado Nacional), na terça-feira (15), foi registrado pico de 85.800 MW. Já na quarta-feira (16), o valor foi superado e o consumo nacional alcançou a marca de 87.000 MW.

Os dois recordes de consumo têm em comum o horário em que os picos foram registrados – por volta das 15h30 da tarde, ou seja, quando as temperaturas estão mais elevadas. Logo, a busca pelo alívio do calor com aparelhos eletrônicos, como ar-condicionado e ventiladores, podem estar envolvidos no aumento do consumo.

Vale lembrar, ainda, que o recorde anterior, segundo a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) foi há cerca de quatro anos, no dia 05 de fevereiro de 2014, quando o pico registrado foi de 85.708 MW, às 15h41.

Rosimeire Costa, do Concen, recomenda cautela para não haver surpresas na conta de energia (Foto: Divulgação)

Com isso, acende-se um sinal de alerta. Apesar da bandeira tarifária estar verde, há o risco das contas de energia virem mais altas, o que pode causar surpresa entre os consumidores.

“É preciso cautela, dar preferência a equipamentos que consomem menos, como ventiladores e também aparelhos mais eficientes, como no caso dos aparelhos de ar condicionado aqueles que têm tecnologia inverter”, alerta a presidente do Concen (Conselho dos Consumidores da Área de Concessão da Energisa-MS), Rosimeire Costa.

Mudança de hábito

No mês de dezembro de 2018, a Energisa-MS informou que o consumo foi 5% maior no Estado, puxado pelas altas temperaturas, ou seja, as contas que estão por vencer ou que venceram nos últimos dias já apresentaram aumento. A tendência, portanto, é que as próximas faturas também venham mais salgadas. Assim, o que é possível fazer para o bolso não sentir tanto a fuga das altas temperaturas?

Novo pico de energia foi registrado na tarde da quarta-feira (Foto: Marcos Ermínio | Midiamax)

Para o engenheiro elétrico Valdeir Acosta, que atua com consultoria energética a empresas, há vários fatores que interferem no aumento da conta de energia – desde fiação elétrica antiga à utilização de equipamentos eletrônicos antigos, que possuem tecnologia antiquada e que elevam o consumo.

“O investimento é a médio ou longo prazo, porque talvez a pessoa precise substituir uma geladeira por uma que tenha um consumo menor, por exemplo. Mas, em um ano já é possível perceber economia.E além disso, há atos mais simples, como trocar as lâmpadas com reator ou incandescentes por modelos econômicos, como as de LED, mais modernas e que geram menos calor”, conclui.

Confira abaixo algumas dicas que podem melhorar a sensação térmica no calor e gerar economia.

Cortinas fechadas

Fechar cortinas nos horários mais quentes pode ajudar a amenizar o calor em ambientes fechados, já que a luz tem menos incidência. Alguns tecidos especiais, que possuem película refletiva, podem manter o calor afastado da sua sala – assim como vidros refletivos.

(Foto: Getty)

Plantas

Casas com plantas costumam ter mais umidades, o que ajuda a manter o clima mais fresco. Além disso, árvores dentro dos lotes ajudam a diminuir não só a incidência de raios solares, como ajudam a manter um microclima mais fresco.

Luzes de LED

As lâmpadas mais modernas geram menos calor, iluminam mais e também barateiam a conta de energia, apesar de custarem mais caro.

Manter a umidade

Seja com baldes d’água, toalhas molhadas ou com aparelhos umidificadores, a sensação de calor deve diminuir nos dias quentes, já que a umidade ajuda a refrescar o ambiente, principalmente se o ventilar estiver ligado no lugar do ar-condicionado.

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