Projeto de escola de Campo Grande fica entre as dez melhores em prêmio nacional

Unidade de ensino deve receber R$ 35 mil para dar continuidade ao projeto

A proposta para o projeto surgiu de forma espontânea e o foco foi voltado para que houvesse um trabalho na questão da sustentabilidade na educação ambiental, e isso foi o mais que o suficiente para chamar a atenção de uma das maiores marcas do Brasil. A Escola Municipal Nerone Maiolino, no Jardim Vida Nova, foi uma das vencedoras do “Prêmio Crianças Mais Saudáveis 2019”, da Nestlé e todos ficaram surpresos, já que a concorrência era de todo o Brasil e mais de 400 propostas foram selecionadas inicialmente.

“Todos receberam a notícia com um pouco de curiosidade, um pouco de espanto, mas todos ficaram felizes ao saber que nós fomos premiados”, disse um dos idealizadores da proposta.

O texto foi criado pelos professores Anysio Henriques Neto, de história e por Sirley dos Anjos, de educação física. Embora tenha sido somente os dois, o apoio foi grande e a ideia surgiu depois que a escola foi convidada a participar do prêmio, através da Semed (Secretaria Municipal de Educação).

“Decidimos escrever uma proposta que atendesse o edital do projeto e juntasse a nossa visão de educação. Tivemos uma aceitação muito boa, os professores, os diretores entenderam a proposta que a gente quer executar. O projeto ganhou uma dimensão total dentro da escola, então nos próximos seis meses todos nós iremos atuar no projeto”, descreveu o professor Anysio.

O educador conta que houve uma adesão grande por parte da escola, onde todos participaram de forma integrada e ajudaram a desenvolver a proposta e que nenhum empecilho foi colocado no caminho.

Com o rótulo de ‘Brincando com alimentos: introdução de alimentos PANCs na merenda escolar’, a proposta nada mais é do que “a construção de uma Horta PANC que será o ponto de partida para todas as ações do trabalho, onde serão desenvolvidas atividades interdisciplinares incluindo os cinco hábitos saudáveis demonstrando formas de adquiri-los e praticá-los”. Além disso, haverá um concurso culinário, no qual o prato mais aceito pelos estudantes será incorporado ao cardápio da escola.

As crianças da escola também podem ser consideradas um trunfo para que o projeto pudesse ser desenvolvido. “Elas já conhecem a proposta de trabalhar com as plantas alimentícias não-convencionais. Os alunos ficaram felizes de saber que teremos verba para refazer a hora, que esse era um dos grandes desafios que a escola enfrentava e eles estão ansiosos porque gostam dessa atividade com a horta”.

O professor destaca a importância do projeto e ressalta que a Nestlé enviará uma verba de R$ 35 mil para a composição do projeto que deve ser efetuado em seis meses. O dinheiro, segundo Anysio, servirá para outras ações dentro da escola, principalmente para reformas.

“Os alunos ficaram felizes de saber que teremos verba para refazer a horta, que esse era um dos grandes desafios que a escola enfrentava e eles estão ansiosos porque gostam dessa atividade com a horta. Nós iremos também reestruturar a quadra poliesportiva, vai ser criado um brinquedoteca e um parquinho, então, eles estão satisfeitos em saber que terão nova área para brincar e uma área de cultivo”, afirmou.

Agora, ficará a critério da Semed fazer toda o marketing para atrair a população e após uma reunião com a escola, será decidido os rumos do projeto que encantou a Nestlé.

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