Para Fetems, impacto é menor nas escolas e corte de ponto não afeta paralisação

Cerca de 90% do administrativo está paralisado

A decisão do Governo do Estado de cortar o ponto de pelo menos 2,5 mil servidores não vai mudar a posição por parte dos administrativos da educação que vão manter a paralisação parcial e atuando com apenas um terço do efetivo nas escolas. De acordo com a (Federação dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso do Sul), essa prática já é comum.

“Toda greve acontece isso [corte de ponto], todo o governo já vem com essa conversa. Quando tiver atendido as nossas reivindicações e ter o encerramento da greve, nós vamos negociar essa questão de corte de ponto com o governo”, afirmou o presidente da federação, Jaime Teixeira.

Mais um encontro entre a categoria e o secretário Eduardo Riedel, da Segov, está marcada para acontecer nesta quinta-feira (23), às 10h na sede da Governadoria. O corte vai entrar em pauta, mas conforme adiante Teixeira, os principais pontos seguem sendo o reajuste salarial, incorporação do abono, a jornada de trabalho e a chamada de concurso público.

Embora a paralisação afete diretamente as escolas estaduais, a entende que o impacto é menor, porque já há um déficit de educadores. “Vai continuar faltando, vai continuar tendo problemas e a comunidade tem que entender que não é por falta de vontade do trabalhador, é por falta de interesse do governo de solucionar esse problema que se arrasta por mais de dois anos”, explica.

Em Campo Grande, cerca de 90% do administrativo está paralisado, enquanto mais de 50% dos municípios do interior do estado aderiram de forma completa a greve.

Mobilizações

Algumas atividades dos educadores para chamar a atenção do Governo estão sendo programadas. A expectativa é que na sexta-feira (24), seja realizado mobilizações no interior do Estado e atos públicos devem ser realizados na Capital, como, estando presente na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

“Esperamos que o governo reveja as ações. Há uma promessa de governador de campanha, de que ele valorizaria o administrativo e a gente quer que ele cumpra o que falou na campanha”, afirmou o presidente da .

Liminar

Apesar da paralisação estar mantida, o conseguiu uma liminar, no último sábado (18), que obriga ao menos dois terços dos servidores trabalhando nas escolas estaduais, tanto em sala de aula, quanto no setor administrativo. Caso a decisão não seja respeitada, a Justiça arbitrou multa diária de R$ 50 mil.

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