Pacientes já fazem consultas no HRMS enquanto aguardam por cirurgia bariátrica

Cirurgião explica que outros exames mais criteriosos ainda serão feitos antes do procedimento

Em agosto o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) voltará com os serviços de cirurgias bariátricas. Enquanto aguardam pelo retorno do procedimento, suspenso há 4 anos no hospital, pacientes já começam a fazer as consultas.

Conforme o cirurgião bariátrico Luis Fernandes Ferreira, os exames já começaram a ser feitos, mas os pacientes ainda passarão por avaliações mais criteriosas antes das cirurgias.

“Nossas consultas já tiveram início, porém o paciente precisa passar por avaliações criteriosas, onde são realizados exames, risco cirúrgicos entre outros procedimentos para, então, acontecer a cirurgia. Esse paciente será acompanhado inclusive no pós cirúrgico por um ano, para garantir o sucesso do procedimento”, disse.

Uma das pacientes, Cristiane Arruda dos Santos, 40 anos, realiza tratamento de Lúpus há 20 anos para amenizar os efeitos da doença autoimune, que é crônica e pode afetar a pele, os rins, o cérebro e outros órgãos. Os agravantes da doença acabaram influenciando o ganho de peso e, atualmente, ela está pesando 150 kg.

Contando com a indicação médica, a paciente espera conseguir realizar a cirurgia para ter uma qualidade de vida melhor. “Estou bastante empolgada, já estou pensando no guarda-roupa, no espelho, e não costumo me olhar. Penso até na minha bicicleta que vou poder usar novamente”, disse Cristiane.

Retorno em agosto

Habilitado desde 2007 para realizar o procedimento, o Hospital Regional suspendeu as cirurgias bariátricas por um período de quase quatro anos, devido à falta de estrutura adequada e profissionais especializados na área.

Mas em março desse ano, o Governo do Estado, por meio da SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde), juntamente com o Hospital Regional, conseguiu reativar o serviço após inúmeras avaliações, entre elas estrutural. Atualmente 500 pessoas aguardando na fila de espera do SUS no Estado. A partir de agosto, quando o serviço será reativado, a expectativa é de realizar aproximadamente 16 cirurgias por mês.

 

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